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Sporting 1-1 Benfica: Xadrez a mais para pouco futebol

Francisco Vaz de Miranda · 3 min

Sporting 1-1 Benfica: Xadrez a mais para pouco futebol

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Foi o nome de um antigo herói para os lados de Alvalade a oferecer um importantíssimo ponto para o Benfica e matar, de vez, o Sporting no campeonato. Importantíssimo e justo resultado em Alvalade, num derby jogado com muito coração mas com pouco, muito pouco futebol de ambas as partes.

A (boa) aposta em André Almeida para o lugar de Talisca garantiu ao meio-campo do Benfica um maior equilíbrio em comparação com uma possível aposta no baiano. Defrontar William Carvalho, João Mário e Adrien com Samaris e Talisca seria entrar quase a perder no jogo e, finalmente, Jorge Jesus apostou numa dupla de meio-campo mais contida, algo que permitiu a Samaris subir um degrau para a posição 8 e assinalar notável exibição. Um Benfica montado à rectaguarda deixava a adivinhar uma forte entrada do Sporting perante um Benfica mais expectante e à espera do erro leonino. Puro engano. À imagem do jogo no seu todo, a primeira parte foi o início de um longo bocejo que deixou o melhor (e único de bom neste jogo) para o fim. Sempre com mais luta, bolas divididas e alma do que propriamente técnica e qualidade na construção de jogo ofensivo, a primeira parte tem apenas dois remates para contar. Uma longa sucessão de passes sem nexo e aos repelões e de perdas de bola podia resumir a primeira metade do encontro.

A festa de um golo tão importante; Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
A festa de um golo tão importante;
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Na segunda parte a coisa mudou um pouco e viu-se, até que enfim, um bocadinho de futebol. Nada que tenha chegado para entusiasmar o mais optimista dos adeptos, que, avaliando pelo estado como as coisas avançavam a caminho do final do jogo, teria de se satisfazer apenas e só com o nulo. Verdade seja dita que o único cheiro a golo veio por Carrillo, num cabeceamento que, pela primeira vez, aqueceu as luvas a Artur. Já as de Patrício nem tiveram oportunidade disso. Mais posse de bola, mais cantos e mais remates não se espelhavam, na verdade, na criação de verdadeiras oportunidades de golo por parte do Sporting. Já o Benfica, satisfeito pelo mal menor do empate na mais difícil deslocação na segunda volta, limitava-se a aguentar algum incómodo que pudesse surgir e esperar pelo apito final. Jefferson incomodou mais do que Jorge Jesus e o Benfica esperavam e, numa recarga a remate de João Mário bem travado por Artur, atirou para o golo aos 87 minutos. Marcador desbloqueado e Sporting novamente na luta pelo título. Por meros minutos.

Já Jorge Sousa tinha o apito na boca para terminar com o bocejo quando Jardel, palavra que se confunde com “golo”, não voou entre os centrais mas fuzilou Rui Patrício e garantiu um ponto de capital importância para o Benfica. Não pelo resultado, que é mau, mas pela injecção de confiança que permite afastar, de vez, quaisquer intenções de o Sporting voltar a sonhar com um título nacional. Tão grande o erro de cantar “olés” com 1-0 no marcador, só explicado pela natural falta de hábito de ganhar.

A Figura:
William Carvalho – enorme jogo do médio português do Sporting. Começou a época numa forma lastimável e longe do “monstro” da passada época mas parece estar a voltar ao que era. Uma parede que Jonas e Samaris não conseguiram ultrapassar.

O Fora-de-Jogo:
Eliseu – Passar de Garay para Jardel é… mau. Passar de Siqueira para Eliseu é um terror. O lateral (?) português foi um convite às investidas de Carrillo e cometeu inúmeros erros infantis. Sílvio, Sílvio…

Francisco Vaz de Miranda

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