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UEFA Youth League | À terceira será de vez?

Pedro Cantoneiro · 2 min

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Ditou o destino que dois protagonistas de um clássico europeu, Real Madrid CF e SL Benfica, surgissem como finalistas de uma UEFA Youth League na qual dominaram em toda a linha. Os encarnados, primeiro com Jorge Maciel e, posteriormente, Luís Castro, vandalizaram a competição e perderam apenas por uma única vez – com o Lyon, no Seixal – contando por vitórias os restantes oito jogos e golos, muitos golos (27, contra os 24 do Real).

Os merengues, comandados por Raúl González, deixaram pelo caminho equipas como a Juventus FC, Inter de Milão ou o Red Bull Salzburgo, campeão de 2017, mas contra si têm a força da experiência no histórico contra os portugueses: sempre que os encontraram foram eliminados (meias-finais de 2014 e 2017, ocasiões onde os encarnados tropeçaram na final), além de que é a estreia no jogo decisivo, o que pode siginificar uma desvantagem emocional face aos concorrentes.

Uma das más notícias para a equipa é a ausência forçada do seu melhor marcador, Juan Latasa, que não poderá ajudar o conjunto blanco nas definições ofensivas e aumentar a sua conta pessoal de quatro golos. Antonio Blanco, Dotor González ou Sergio Arribas são os nomes que assumem protagonismo, por força das exibições superiores que têm conseguido: o primeiro impressiona pela capacidade tática e simplicidade de processos, que justificam inclusão na próxima pré-temporada da equipa de Zidane, servindo como alternativa a Casemiro.

Latasa viu amarelo frente ao Salzburgo e é uma das grandes ausências da final – os encarnados agradecem…
Fonte: UEFA

Do lado benfiquista, a ausência mais notada será a de Paulo Bernardo, por motivos disciplinares, com o amarelo frente ao Ajax. A saída do talentoso médio dará muito possivelmente espaço para outra pérola do Seixal, Ronaldo Camará, que ficou de fora do jogo anterior.

Outra das possíveis ausências será a do capitão Pedro Álvaro, recordista de jogos da Youth League (28), ainda a recuperar de lesão. Assim, espera-se por um onze muito próximo daquele que venceu o Ajax: Kokubo; Filipe Cruz, Tomás Araújo, Morato e João Ferreira; Rafael Brito, Tiago Dantas e Ronaldo Camará; Úmaro Embaló, Gonçalo Ramos e Tiago Araújo.

O jogo realizar-se-á no Estádio Colovray, em Nyon, e tem início às 17h portuguesas desta terça feira.

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Cantoneiro

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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