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Um passado sempre presente

Patrícia Ribeiro Fernandes · 2 min

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Hoje é dia 25 de janeiro e é incontornável para qualquer benfiquista não relembrar o seu eterno “Rei”, que faria 75 anos.

Claro que me refiro a Eusébio da Silva Pereira, quem mais? Um talento indiscutível do futebol nacional e internacional para qualquer amante da modalidade, independentemente da cor da camisola que se vista. É sobejamente reconhecido pelos inúmeros records batidos e exibições sem igual que, principalmente aos adeptos do seu clube do coração, elevaram e ainda elevam a chama imensa.

A título de curiosidade, vou contar-vos um episódio relativamente recente que me aconteceu. Sempre nutri grande empatia por equipas de futebol que vestem de vermelho e, em Outubro do ano passado, fui a Manchester para ver o United. Em conversas com adeptos e staff no Theatre of Dreams, quando me questionavam e eu dizia qual é o meu clube, a referência que tinham era sempre a mesma – Eusébio.

Tal como muitos benfiquistas, não tive a oportunidade de o ver em tempo real por esses relvados do mundo fora mas nem foi preciso na verdade, o respeito por um jogador desta qualidade e que tanto nos deu é como um legado que nos é dado, como que parte inata do ADN de quem é do Sport Lisboa e Benfica. Afinal de contas são 638 golos em mais de 600 jogos, a nível individual e coletivo ganhou 35 troféus e ainda houve espaço para mais 2 Botas de Ouro e 1 Bola de Ouro. Esta última, tem a particularidade de lhe conceder o título de único português a vencê-la e a jogar num clube nacional em simultâneo, até aos dias de hoje. Como ficar indiferente a estes números?

Há três anos que o “Pantera Negra” partiu e não há jogo, em casa ou fora, em que os adeptos não lhe prestem a digna homenagem, gritando o seu nome bem alto e hasteando a sua bandeira, como que a dedicar-lhe, sempre, uma parte das vitórias e exibições. O Benfica não teve só a sorte de poder contar com Eusébio no seu onze e na sua história, é sortudo também, pela dedicação da sua massa associativa que não o deixa cair em esquecimento.

Foto de capa: SL Benfica

Patrícia Ribeiro Fernandes

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