Última horaImprensa francesa reage à vitória do Sporting no terreno do Lens: «Dominante, mas ineficaz»
Publicidade

Vianense 1-2 Benfica: Tanto golo ao lado dá em susto escusado

Tomás Gomes · 2 min

Vianense 1-2 Benfica: Tanto golo ao lado dá em susto escusado

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cabeçalho benfica

O jogo aparentava ser fácil. Fomos para o campo com a vitória tomada como garantida; o que queríamos era ver em acção os menos utilizados e perceber de que soluções dispomos no banco. Num jogo em que o Benfica foi superior, não houve intensidade e vontade de resolvê-lo; deixou-se o jogo andar e isso, mais uma vez, culminou num apertão. Este Benfica tem crescido, mas só começa a jogar e a resolver depois de apertões, e equipa grande dá apertões, não os recebe.

Todos esperavam ver mais figuras pouco utilizadas do que as que foram apresentadas em campo. Eu próprio estava muito curioso para ver Djuricic e Cristante, mas não tive oportunidade. No entanto, percebo Rui Vitória. Havia necessidade de dar minutos a titulares que não actuam em selecções, uma vez que no último fim de semana houve jogos de selecções e, no anterior, o jogo com o União da Madeira foi adiado.

O jogo foi um pouco chato. Mitroglou teve mais do que oportunidades para sentenciar o jogo e falhou categoricamente, tendo também enfrentado um dia abençoado do guarda-redes do Vianense. Pizzi e Talisca receberam uma segunda oportunidade na equipa titular e desperdiçaram-na, ausentes do jogo, passes falhados e remates descabidos. Dois jogadores que poderiam ter dado lugar a Cristante e Djuricic; com certeza que aproveitariam muito mais a oportunidade. A meu ver quem a aproveitou foi Carcela, com lances individuais decisivos e com um grande golo de primeira. Mostrou ser craque. Sílvio soube fazer o lugar de Nélson Semedo, subiu e defendeu bem. E, para mim, Nuno Santos esteve bem. Não brilhou, não, longe disso, mas não teve medo. Subiu, rasgou e tentou. Fez meia hora fora da sua posição e nunca pareceu desconfortável. Ainda falta muito, mas é uma aposta para o futuro.

Carcela com nota artística inaugurou o marcador Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Carcela com nota artística inaugurou o marcador
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Oportunidades falhadas, falta de intensidade… enfim, no cômputo geral, para mim foi falta de respeito pelo adversário. Em que deu? Num pontapé cheio de confiança de Coulibaly que resultou num tremendo golo. Um golo que poderia ter sido do tipo golo solitário e fantástico de honra perdido entre cinco ou seis da outra equipa. Mas não. Este foi o golo do empate, e o Benfica teve de correr, e correu. Tanto correu que, num lance de bola parada, Jardel concretizou de cabeça enquanto eu reclamava a inclusão de Lisandro Lopéz neste jogo. O tiro saiu-me pela culatra – defendia que o argentino devia estar no lugar do brasileiro.

A vitória acabou por ir para o Benfica. Ganhámos seguramente Carcela e pouco mais. Este Benfica altivo não é o Benfica que conheço. Podem dizer que o guarda-redes estava num grande dia, que a bola não queria entrar e por aí em diante. Mas foi só e unicamente falta de qualidade e, sobretudo, de vontade. Espero que estejam a guardar a pontaria para os turcos e para fazer mira à baliza do Sporting. É a única justificação que aceito.

A Figura:

Carcela – um grande golo e bons apontamentos individuais valeram-lhe o estatuto de surpresa e de jogador decisivo em campo.

O Fora-de-Jogo:

Pizzi/Talisca – Exibições fracas a cada jogo que passa. Retiraram a oportunidade a outros.

Tomás Gomes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
FC Porto

Regresso a um lugar feliz | Real Bétis x FC Porto

Com o Benito Villamarín em obras, o Real Bétis joga actualmente em casa emprestada, num estádio de boa memória para os dragões. O contexto é, no entanto, completamente distinto do dessa final em 2003, e os comandados de Farioli vão entrar em campo com o objetivo de dar a volta ao cenário após a derrota caseira frente ao Manchester City. Depois de um jogo complicado nos Barreiros, a turma da invicta tem mais um desafio exigente pela frente. O Real Bétis somou cinco vitórias nos últimos seis jogos e é neste momento o terceiro classificado da La Liga, em igualdade pontual com o vice-líder Atlético Madrid. Apesar do excelente registo pontual, a equipa de Manuel Pellegrini tem média de mais de um golo sofrido por encontro, pelo que poderá ter algumas dificuldades frente ao ataque portista.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.