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Zivkovic, Rafa e Jonas – serão eles a chave?

Bruno Costa · 2 min

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Andrija Zivkovic fez duas partidas consecutivas como titular e o jogo ofensivo do Sport Lisboa e Benfica voltou a aumentar de produção. Tem custado a Rui Vitória entender que um jogador desta qualidade e com estas caraterísticas poderá ser bastante mais útil no relvado do que propriamente na bancada. Até mesmo na posição de médio-ala esquerdo, onde o treinador do SL Benfica mais gosta de o ver jogar (apesar de este ser substancialmente mais influente na ala contrária), Zivkovic arranja soluções para todos os gostos e feitios, convencendo o técnico ribatejano a apostar de vez em todo o seu talento e potencial.

Quanto a Rafa, este tem sido presença assídua no 11 titular e tem ganho uma consistência que nunca tínhamos visto desde que chegou à Luz. Tal como acontece com Zivkovic, Rafa precisava de minutos consecutivos para poder mostrar o que realmente vale. “Ah, mas tem problemas de finalização e entra sempre nervoso”. Pois bem, Rafa leva já cinco golos em dez partidas disputadas e tem sido dos jogadores mais influentes do SL Benfica por tudo aquilo que oferece ao jogo: explosão, critério e tomada de decisão.

Finalmente, Jonas. Não há muito a acrescentar sobre o avançado brasileiro, que é, simplesmente, o melhor jogador a atuar em Portugal. É ele quem orquestra toda a organização ofensiva das “Águias”. O “Pistolas” é, sem sombra de dúvidas, peça-chave na equipa titular.

Com Zivkovic, Rafa e Jonas juntos, o futebol do SL Benfica poderá ganhar uma outra dimensão
Fonte: SL Benfica

Estes três elementos poderão ser absolutamente decisivos e, com a sua qualidade, ajudar a mascarar muitas das fragilidades do momento ofensivo dos “encarnados”. Sendo um modelo muito dependente das suas individualidades, com a aposta em jogadores inteligentes, criteriosos, com boa visão de jogo e que jogam com o intuito de encontrar o melhor caminho para chegar mais rapidamente à baliza adversária, o futebol do SL Benfica poderá voltar a dar um salto qualitativo.

Está mais do que visto que Rui Vitória não vai alterar o seu sistema tático para um 4x4x2 de forma a dar uma maior projeção ofensiva aos “encarnados”, portanto será num 4x3x3 que irá continuar a atuar. Tenho esperança de ver Zivkovic na direita e Rafa na esquerda a oferecer largura à equipa para, assim que a bola lhes chegue na segunda fase de construção, partirem do corredor lateral para o corredor central e aí começarem o desequilíbrio em sucessivas linhas de passe, triangulações e procura de jogo interior com os médios (Pizzi e Krovinovic, por exemplo) e Jonas.

Rui Vitória tarda muito tempo em (re)conhecer os jogadores do seu plantel e só quando a situação fica mais apertada é que decide ceder e apostar no talento que tem à disposição. Foi assim com Filip Krovinovic na temporada passada, tal como nesta temporada com Rafa e Zivkovic. Já em vários contextos, o técnico ribatejano apelou à “necessidade de olhar para a floresta e não para a árvore”. A minha sugestão é que Rui Vitória comece a seguir os seus próprios conselhos.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Bruno Costa

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