A CRÓNICA: BOAVISTA MELHOR, NACIONAL MAIS EFICAZ

O Estádio do Bessa pintou-se totalmente de preto e branco para a receção do Boavista FC ao CD Nacional. Depois do empate do Portimonense SC, horas antes, diante do FC Paços de Ferreira, os axadrezados viam com bons olhos os três pontos para fugirem à zona de despromoção.

Numa primeira parte em que os homens da casa estiveram melhor, essencialmente no momento defensivo, em que condicionaram grande parte do jogo madeirense, e criaram mais oportunidades na baliza adversária, foi o CD Nacional que chegou à vantagem na primeira oportunidade de golo. Num livre batido à direita do ataque nacionalista por Vincent Thill, Nuno Santos desviou para a própria baliza e adiantou os madeirenses no marcador.

No segundo tempo, o conjunto da casa esteve por cima à procura do empate e Javi García, aos 56′, recebeu já na área do Nacional e rematou com estrondo ao poste direito de Riccardo. O capitão axadrezada viria a estar novamente em destaque, aos 73′, mas pela negativa. O espanhol foi expulso com dois amarelos no mesmo lance, tendo sido o primeiro por protestos junto do árbitro e o segundo por agressão a Kalindi.

Mesmo com dez homens, o Boavista criou perigo junto da baliza do Nacional, mas os madeirenses conseguiram mesmo levar os três pontos do Bessa, num encontro em que a eficácia foi chave.

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A FIGURA

 Pressão do Boavista na primeira parte – Os axadrezados pressionaram alto e condicionaram completamente o jogo madeirense. O trio ofensivo do CD Nacional passou despercebido devido ao mérito dos homens da casa.

O FORA DE JOGO

 Javi García – O capitão do Boavista FC, aos 73′, com a sua equipa por cima no jogo à procura do empate, levou dois amarelos consecutivos. O primeiro por protestos junto do árbitro e o segundo por agressão a Kalindi.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC apresentou-se em 4-3-3, com Yusupha a ser a referência na frente de ataque axadrezada. No momento ofensivo, primaram as individualidades, sendo os lances de maior perigo caseiro criados por Elis, a partir da esquerda.

No momento defensivo, os pupilos de Jesualdo Ferreira pressionaram a primeira fase de construção do Nacional, impedindo os adversários de ligar jogo através do miolo do terreno e obrigando, deste modo, os centrais a bater para zonas povoadas com panteras.

Na segunda parte, com a sua equipa a perder, Jesualdo retirou Devenish, defesa direito, para colocar Benguche, de forma a acrescentar pendor ofensivo à equipa. Paulinho passou a fazer toda a linha lateral direita, jogando o Boavista com dois avançados mais posicionais na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (5)
Mangas (6)
Rami (5)
Chidozie (5)
Devenish (5)
Paulinho (5)
Javi García (4)
Sauer (5)
Nuno Santos (5)
Elis (6)
Yusupha (5)

SUBS UTILIZADOS

Benguche (5)
Hamache (5)

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL 

O CD Nacional apresentou-se em 4-3-3 no Bessa, mas mostrou muitas dificuldades para chegar à baliza dos boavisteiros. No momento ofensivo, Nuno Borges baixou para o meio dos centrais para construir, mas faltavam ligações para conectar o jogo madeirense. Na primeira parte, viu-se muito pouco o trio da frente.

No momento defensivo, os homens de Luís Freire conseguiram conter o pouco perigo que o Boavista criou, povoando bem o seu meio-campo e ocupando o miolo de forma a encaminhar os axadrezados para as alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo (5)
Kalindi (6)
Pedrão (6)
Rui Correia (6)
João Vigário (5)
Gorré (5)
Nuno Borges (6)
Azouni (5)
Vincent Thill (6)
Rochez (5)
Francisco Ramos (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)
Camacho (5)
Marco Matias (5)
Alhassan (-)
Júlio César (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

Bola na Rede: Na primeira parte, conseguiram recuperar a bola em zonas altas, mas depois não havia gente suficiente para criar mais finalizações na frente, concorda?

Jesualdo Ferreira: Temos que entender que há um adversário. Temos três avançados,  dois médios à frente, temos de ter alguém para equilibrar.  Temos sido uma equipa com pendor ofensivo, e, nos últimos jogos, as outras equipas não têm outro remédio que se fechar atrás e contra-atacar, e nós temos que nos preparar bem para isso.

CD Nacional

Bola na Rede: A equipa na primeira parte teve muitas dificuldades em sair com bola, face à pressão do Boavista. Faltou mais controlo do meio-campo ao Nacional, apesar da vitória, e foi daí que surgiram as maiores dificuldades?

Luís Freire: Primeiro, perceber bem o contexto. Viemos de um jogo com o Rio Ave fora, decidi apostar no mesmo 11, fizemos um grande jogo em Vila do Conde, estão todos a trabalhar muito bem. Em relação ao jogo, entramos mais reativos do que ativos no jogos, não estávamos proativos. Eles montaram um bloco médio com os 8 a saltarem a nossa linha de pressão, foi muito difícil jogar em jogo interior. O Boavista tentou em contra ataque com perigo, nunca nos expusemos, fomos competentes a defender, fizemos o golo na bola parda. Senti cansaço na  equipa, acabamos por unir mais e conseguir fechar o jogo sem oportunidades ao intervalo. Na segunda parte, nunca igual a nós próprios com saídas mais em contra-ataque. Fomos refrescando a equipa e sempre muito controlados emocionalmente, tivemos capacidade de unir a defender, boa comunicação entre os jogadores, acabamos por saber que também é assim que se ganham jogos e temos um grupo forte e unido. Não é fácil ganhar pontos fora e fechamos bem o jogo, a vitória aceita-se. Houve jogos em que jogamos mais e não ganhamos, hoje fomos competentes a defender e fomos felizes na bola parada, procuramos o erro do adversário.

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