Cães de fila? Há muitos…

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Para quem não me conhece, anuncio que não vejo os programas de debate desportivo de domingo e de segunda-feira. É o pasto de gentinha com pouquíssima coluna vertebral e sem a dignidade necessária para defender instituições tão grandes como a História de cada clube. Não gosto de nenhum, nem dos do Benfica. Acho-os apenas escravos do status quo de cada clube, não servindo a verdade e a correcção. E só em Portugal é que os ex-futebolistas têm um papel tão irrelevante no “comentarismo”… Por aqui se vê o que somos.

Mas essa falta de coluna vertebral estende-se ao dirigismo. Onde não falta gente que apenas existe. Gente que está ali para ser e estar. Para se servir da sua posição. Que vive para espalhar ódio e pouco mais. Gente que acha muita piada ao “Milhafre não sei das quantas” e que aparece na TV a levantar suspeição sobre os demais, não se interessando pela verdade. Gente desprovida de qualidade desportiva, sem a dimensão humana para ocupar os cargos actuais e que é espelho de gente doente que de há um ano para cá aprendeu a usar o Facebook, nomeadamente o botão de “Partilhar”.

Mas o intróito serve um propósito: irei escrever sobre cães de fila, esse termo “inaciano”. Em particular de um. Falo de Octávio Machado. Octávio foi contratado para o SCP, lá está, para o lugar de Inácio, o tal que acusa outros de encostarem jogadores, para lançar poeira e ódio. Em particular sobre o Benfica, numa táctica mais que conhecida e experimentada noutros lados. E o ex-agricultor sabe perfeitamente o que é isso, que modo de vida é esse, desde os seus tempos de FCP, onde fazia o mesmo e bebia desse veneno que lhe davam. E ele, que pouco mais é que um capacho, com a mesma capacidade de pensar que as máquinas que usava nas cooperativas de Palmela, toma isso como verdades. E reproduze-as. E, como um burro que é colocado na nora pelo dono, continuando numa linguagem mais campestre, Machado anda a volta a reproduzir enquanto mandarem. Depois de a nora já não servir para a quantidade, abate-se o burro. E ele já foi abatido uma ou duas vezes. E é por isso que de vez em quando ataca o antigo dono. E já tinha atacado o futuro dono, na CM TV…

O papel a que o Palmelão se presta no Sporting equivale à sua dimensão física: pequeno, rasteiro. E, depois de ouvir ontem o seu regresso à ribalta da desinformação, ficamos todos com a certeza de que ele não serve o futebol, pois na sua primeira intervenção falou do Benfica, de Renato Sanches, mas de Slimani 0… Não serve o futebol mas antes serve-se dele e de gente que anda no desporto para espalhar o ódio. Serve a pior faceta do futebol: a ignorância e o facciosismo. Vive para alimentar imbecis que criam memes no Facebook a falar em foras-de-jogo e em pontapés de baliza, ou a falar de Renato Sanches… Está cá para criar comentadores de TV que se espumam pela boca quando o tema é Benfica, mas que são incapazes de admitir seja o que for… Quando contra o SCP.

Será recordado como um homem que pautou a sua passagem pelo futebol vestindo, no FCP e SCP, o papel de cão de fila. O tal papel de que Inácio gosta de falar… De moço de recados, de bombista ou sniper de ocasião. Servindo quem lhe paga e não convicções, deixando a dignidade para trás… Quando se fala da dimensão desportiva de Otávio, este não será recordado por ser um homem recto, leal e competente. Que fez avançar o belo jogo, que engrandeceu os seus clubes. Não! Será mais um que contribuiu para a treta chamada futebol português… Um Ministro da Informação à moda iraquiana em Alvalade, mas que fez o mesmo noutras paragens. Sendo só para isto que ele serve… Para alimentar ódio, alimentar suspeita. Fazer guerra de facção. É a sua utilidade. Meramente essa. Um bastardo enjeitado que é usado e rejeitado quando a guerrilha não serve a ninguém já. E esse dia chegará… Já aconteceu, irá acontecer de novo.

Foto de capa: Rodrigo Bertolino

John Aguiar
John Aguiarhttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado pelo Benfica desde que se conhece, descobriu a paixão pelos encarnados ao ir pela mão do pai ver os jogos na sede social da terrinha. Desde cedo habituou-se a ler A Bola em formato gigante e coleccionava anualmente os Cadernos do dito jornal. Desde 1993 que não falha um…                                                                                                                                                 O John não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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