Publicidade

Cães de fila? Há muitos…

John Aguiar · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

futebol nacional cabeçalho

Para quem não me conhece, anuncio que não vejo os programas de debate desportivo de domingo e de segunda-feira. É o pasto de gentinha com pouquíssima coluna vertebral e sem a dignidade necessária para defender instituições tão grandes como a História de cada clube. Não gosto de nenhum, nem dos do Benfica. Acho-os apenas escravos do status quo de cada clube, não servindo a verdade e a correcção. E só em Portugal é que os ex-futebolistas têm um papel tão irrelevante no “comentarismo”… Por aqui se vê o que somos.

Mas essa falta de coluna vertebral estende-se ao dirigismo. Onde não falta gente que apenas existe. Gente que está ali para ser e estar. Para se servir da sua posição. Que vive para espalhar ódio e pouco mais. Gente que acha muita piada ao “Milhafre não sei das quantas” e que aparece na TV a levantar suspeição sobre os demais, não se interessando pela verdade. Gente desprovida de qualidade desportiva, sem a dimensão humana para ocupar os cargos actuais e que é espelho de gente doente que de há um ano para cá aprendeu a usar o Facebook, nomeadamente o botão de “Partilhar”.

Mas o intróito serve um propósito: irei escrever sobre cães de fila, esse termo “inaciano”. Em particular de um. Falo de Octávio Machado. Octávio foi contratado para o SCP, lá está, para o lugar de Inácio, o tal que acusa outros de encostarem jogadores, para lançar poeira e ódio. Em particular sobre o Benfica, numa táctica mais que conhecida e experimentada noutros lados. E o ex-agricultor sabe perfeitamente o que é isso, que modo de vida é esse, desde os seus tempos de FCP, onde fazia o mesmo e bebia desse veneno que lhe davam. E ele, que pouco mais é que um capacho, com a mesma capacidade de pensar que as máquinas que usava nas cooperativas de Palmela, toma isso como verdades. E reproduze-as. E, como um burro que é colocado na nora pelo dono, continuando numa linguagem mais campestre, Machado anda a volta a reproduzir enquanto mandarem. Depois de a nora já não servir para a quantidade, abate-se o burro. E ele já foi abatido uma ou duas vezes. E é por isso que de vez em quando ataca o antigo dono. E já tinha atacado o futuro dono, na CM TV…

O papel a que o Palmelão se presta no Sporting equivale à sua dimensão física: pequeno, rasteiro. E, depois de ouvir ontem o seu regresso à ribalta da desinformação, ficamos todos com a certeza de que ele não serve o futebol, pois na sua primeira intervenção falou do Benfica, de Renato Sanches, mas de Slimani 0… Não serve o futebol mas antes serve-se dele e de gente que anda no desporto para espalhar o ódio. Serve a pior faceta do futebol: a ignorância e o facciosismo. Vive para alimentar imbecis que criam memes no Facebook a falar em foras-de-jogo e em pontapés de baliza, ou a falar de Renato Sanches… Está cá para criar comentadores de TV que se espumam pela boca quando o tema é Benfica, mas que são incapazes de admitir seja o que for… Quando contra o SCP.

Será recordado como um homem que pautou a sua passagem pelo futebol vestindo, no FCP e SCP, o papel de cão de fila. O tal papel de que Inácio gosta de falar… De moço de recados, de bombista ou sniper de ocasião. Servindo quem lhe paga e não convicções, deixando a dignidade para trás… Quando se fala da dimensão desportiva de Otávio, este não será recordado por ser um homem recto, leal e competente. Que fez avançar o belo jogo, que engrandeceu os seus clubes. Não! Será mais um que contribuiu para a treta chamada futebol português… Um Ministro da Informação à moda iraquiana em Alvalade, mas que fez o mesmo noutras paragens. Sendo só para isto que ele serve… Para alimentar ódio, alimentar suspeita. Fazer guerra de facção. É a sua utilidade. Meramente essa. Um bastardo enjeitado que é usado e rejeitado quando a guerrilha não serve a ninguém já. E esse dia chegará… Já aconteceu, irá acontecer de novo.

Foto de capa: Rodrigo Bertolino

John Aguiar

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.