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A CRÓNICA: OBJETIVIDADE OFENSIVA DISTINGUIU AS DUAS EQUIPAS

Um embate entre duas equipas com objetivos diferentes. O Lusitano FCV, já despromovido aos distritais, lutava para deixar uma imagem melhor do que no resto da época. Já a AD Castro Daire, que ainda pode alcançar o playoff de acesso à Liga 3, não tinha a manutenção garantida.

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Os visitantes entraram mais pressionantes e a empurrar o Lusitano para trás da linha de meio campo. No entanto, os castrenses não conseguiriam traduzir o ascendente em oportunidades de golo.

Com os minutos a passarem, os anfitriões começaram a aventurar-se em contra-ataques. Já os lances de perigo para as duas balizas continuavam a não aparecer no jogo.

Destaque apenas para o único remate enquadrado à baliza no primeiro tempo. Mau passe da defesa do Lusitano, a pôr a bola nos pés de Marcel, que viu e assistiu Marado desmarcado à entrada da área. O avançado do Castro Daire, só com o guarda-redes pela frente já dentro da grande área, rematou à figura de Ruca.

No segundo tempo, a equipa da casa entrou mais ofensiva e teve uma grande oportunidade: Hélder Rodrigues conseguiu ganhar uma bola na linha de fundo e, dentro da grande área pela esquerda, à meia volta, só com o guarda redes pela frente, atirou para fora.

Apesar do Lusitano estar melhor, foi o Castro Daire a marcar por duas vezes no espaço de três minutos. Primeiro, numa jogada estudada, na sequência de um livre indireto, por Luís Henrique. Depois, Barry, que até então estava desaparecido do jogo, a aproveitar o adiantamento de Ruca, para aplicar um chapéu ao guarda-redes e fazer o 0-2.

A seguir aos golos, os ânimos exaltaram-se entre os elementos das duas equipas, dentro e fora de campo. A seguir, as duas equipas aproveitaram para fazerem substituições.

O ritmo de jogo acabou por diminuir, com os anfitriões mais perto da baliza adversária para tentarem reduzir o resultado. Os lances acabaram por ser disputados de uma maneira mais dura, com vários cartões amarelos mostrados pelo árbitro.

Mesmo nos descontos, o Castro Daire aproveitou o adiantamento da equipa da casa para fazer o terceiro. Marcel ganhou a bola ainda atrás da linha de meio campo, correu até à grande área e assistiu Pape Mané para distanciar ainda mais o marcador.

Vitória para a equipa mais objetiva, mas demasiado pesada para aquilo que o Lusitano fez durante a partida, em especial na segunda metade.

 

A FIGURA

Marcel Ribeiro – O elemento mais ativo do tridente ofensivo do Castro Daire. Participou no primeiro golo e fez a assistência para o terceiro. A sua mobilidade foi muito importante para colocar o Lusitano em sentido.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Lusitano FCV

Erros defensivos do Lusitano FCV – O Lusitano entrou bem na segunda parte, mas as distrações acabaram por, em três minutos, destruir as aspirações da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Paulo Meneses apostou numa defesa robusta, com 3 centrais (Xandão, Raphael e Calico), com mais um trinco (Uros), a dar jogo aéreo ao Lusitano. As preocupações defensivas foram evidentes, mesmo em movimento ofensivo, com o lateral Jake a fechar no centro, quando Raphael ia ajudar no ataque. A perder, acrescentou Romy ao ataque e tirou o trinco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (5)

Gonçalo Lixa (6)

Calico (5)

Xandão (5)

Raphael Almeida (6)

Jake (5)

Uros Smolovic (5)

Zé Francisco (6)

Mauro (6)

Hélder Rodrigues (5)

Diogo Braz (5)

SUBS UTILIZADOS

Romy (6)

 Tiago Sixty (6)

Anael (-)

Chisom (-)

Braz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD CASTRO DAIRE

Vasco Almeida apostou num 4-3-3, com os extremos Marcel e Pedro Marado a terem papel importante no movimento ofensivo com a sua mobilidade. Os laterais Tomé e, principalmente, Luís Pedro juntavam-se ao ataque para a equipa ter mais unidades no centro do ataque, com os extremos e o ponta de lança, Barry.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Gonçalves (6)

Tomé Mendes (6)

Luís Pedro (7)

Luís Henrique (7)

Paulo Oliveira (6)

Rui Cardoso (6)

Fred Lopes (7)

Carlitos (6)

Pedro Marado (7)

Marcel (8)

Luís Barry (7)

SUBS UTILIZADOS

Pape Mané (7)

 Luís Paiva (6)

Edu Leal (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano FCV

BnR: Que análise faz ao jogo? Um Lusitano bastante diferente nas duas partes?

Paulo Meneses: Acho que, na primeira parte, foi muito igualado. Eles entraram melhor nos primeiros dez minutos. Nós fomos crescendo no jogo e penso que, a partir dos 15/20 minutos, estivemos um pouco por cima. Na segunda parte, estávamos claramente por cima do jogo. Tínhamos mais caudal ofensivo, tínhamos mais posse de bola, estávamos a chegar mais à área adversária. A partir do primeiro golo, as coisas mudaram bastante. Uma desconcentração numa bola parada e, não tirando mérito ao Castro Daire, mas penso que fomos algo desatentos. A partir daí, eles começaram a ficar mais confortáveis no jogo. No segundo golo, já não há nada a dizer, porque foi um erro tremendo. Acho que acaba com o jogo. Depois, tentamos fazer alterações para entrar no jogo e para dar uma resposta. Tivemos algumas situações para fazer o 1-2, tanto de bola corrida como de bola parada, e, depois, quando já estávamos balanceados no ataque, eles acabam por fazer o 0-3, no contra-ataque, e acaba praticamente com o jogo.

BnR: Faltou objetividade ao Lusitano?

Paulo Meneses:  Não diria objetividade. Nós temos as nossas armas, a nossa dinâmica. A equipa cresceu muito desde o primeiro jogo que fiz contra o Castro Daire. Não tem nada a ver. Por isso é que conseguimos recuperar pontos na tabela. Quando entrei aqui, éramos últimos, com dois pontos. Estamos a um ponto do Águeda [à partida para esta jornada]. Portanto, já não somos últimos, temos dezasseis pontos. Temos o objetivo de chegar mais em ataque posicional e, às vezes, também em ataque direto. Tanto em ataque posicional como em ataque direto, conseguimos criar bons lances de ataque. Alguns lances criámos perigo, não conseguimos marcar.

BnR: Com três centrais mais o Uros, a equipa estava à espera de que o Castro Daire fosse mais agressivo no jogo aéreo?

Paulo Meneses: Faz parte da estratégia que nós tínhamos para o jogo e tem funcionado bem em alguns jogos. Nós temos um médio que fica mais na construção para dar uma solução mais curta e, às vezes, também longa, porque o Uros também tem essa capacidade. O Mauro, um pouco mais projetado, para pegar entre linhas de um lado e com um extremo que vinha dentro para pegar entre linha no outro, nos espaços em que tínhamos identificado que o Castro Daire nos podia dar. Por isso é que, quando conseguimos pegar no jogo e ter mais caudal ofensivo, ficamos por cima. Tirando o resultado, nós fizemos um grande jogo cujo resultado não espelha nada. Só que o Castro Daire foi eficaz, conseguiu marcar nas oportunidades que teve, e nós não. Em termos de dinâmica, não fomos nada inferiores e, repito, em muitos momentos do jogo, estivemos por cima, mas não conseguimos concretizar nas oportunidades que criámos.

BnR: No próximo jogo (frente ao SC Espinho), vamos ver um Lusitano com várias mexidas no onze, já a pensar na próxima época?

Paulo Meneses: Não. Temos de encerrar o ciclo que é esta época. Eu, pelo menos, não estou a pensar na próxima época. Os ciclos são para se fechar. Não sabemos o destino das equipas do Campeonato de Portugal, se vão haver descidas. Por isso, acho prematuro estar a falar nisso, porque acho que ainda vai correr muita água debaixo da ponte. Vamos analisar o jogo, passar a semana de forma tranquila e preparar da melhor forma possível o jogo com o Espinho para disputar os três pontos e dignificar esta camisola.

 

AD Castro Daire

BnR: Que análise faz a esta partida?

Vasco Almeida: Um jogo muito equilibrado. O Lusitano tem uma excelente equipa, bem orientada. Sabíamos que íamos encontrar aqui muitas dificuldades. Vínhamos com o objetivo de vencer o jogo para garantirmos a manutenção. Na primeira parte, nós estivemos um pouco mais fortes, com duas ou três oportunidades para irmos para o intervalo em vantagem, mas não conseguimos. Na segunda, entrámos mais nervosos. O Lusitano, mais forte até ao primeiro golo, criou-nos muitas dificuldades. Depois, acabámos por marcar dois golos praticamente seguidos, o que nos deu alguma estabilidade, levando a partida por vencida.

BnR: A permanência, que era o principal objetivo, foi alcançada. A equipa ainda aponta para o play-off de acesso à Liga 3?

Vasco Almeida: Nós, em Castro Daire, não entramos em nenhum jogo que não seja para disputar os pontos em questão. Não dependemos de nós para ficar na classificação que nos dê acesso ao play-off para a Liga 3. O próximo jogo é contra o Anadia, um adversário super forte, uma excelente equipa e muito bem orientada, mas nós vamos vender esse jogo muito caro, porque queremos acabar com o campeonato em beleza, em nossa casa, com uma vitória.

Artigo revisto

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