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À espera de uma nova Fama

João Pedro Ferreira · 2 min

À espera de uma nova Fama
Foto: FC Famalicão

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Em Vila Nova de Famalicão, cidade com cerca de 134 mil habitantes pertencente ao distrito de Braga, mora um clube peculiar. Um clube especial, desde logo, pela sua extraordinária massa adepta que, embora as contrariedades (e foram muitas, como de resto ficará a saber), permaneceu fiel e nunca deixou que a desilusão se sobrepusesse ao seu amor pela equipa, apoiando-a incondicionalmente em toda e qualquer circunstância. Prova disso é o facto de, na época de 2016/2017, quando o FC Famalicão concluiu a Segunda Liga no 15.º posto – apenas um ponto acima dos lugares de despromoção ao CNS – o clube ter ficado no segundo lugar da tabela classificativa, relativamente ao número de espetadores.

Uma história que se começou a contar a verde e branco

Fundado no ano de 1931, o FC Famalicão teve, ao longo dos seus primeiros oito anos de vida, o verde e o branco como cores predominantes. Porém, o destino quis que, na temporada de 1938/1939, o verde desse lugar ao azul, para obter filiação ao FC Porto – o que viria a não acontecer. O que é certo, é que o azul se mantém até aos dias de hoje.

Após alguma instabilidade vivida na década de 50, com os Famalicenses a oscilarem entre a terceira divisão e os campeonatos regionais, eis que o clube se consegue reerguer – com o envolvimento de toda a cidade –, ascendendo pela primeira vez ao principal escalão do futebol português, na temporada de 1977/1978.

No entanto, com o virar do século voltaram os tempos difíceis e somente na época de 2015/2016 é que o Famalicão regressou aos campeonatos profissionais, mais uma vez, contando com o apoio incondicional dos seus adeptos.

2018/2019, uma época que promete ser diferente… para melhor

Feliz Vaz tem sido preponderante no início de época da equipa orientada por Sérgio Vieira
Fonte: FC Famalicão

A nova temporada trouxe, também, uma ambição renovada. Assim, depois de três anos que serviram para consolidar o clube nos escalões profissionais, espera-se que, superadas as normais dores de crescimento, o Famalicão procure a sua afirmação no panorama do desporto-rei nacional. O processo deve ser encarado com naturalidade, pois, como disse Camilo Castelo Branco, um ilustre famalicense, “É preciso ter chorado para imortalizar o riso no livro, na estrofe, na sentença, na palavra”, o que, a meu ver, se enquadra na perfeição ao estado de espírito evidenciado pelos seguidores do clube.

Para tal, ao já habitual e inesgotável apoio dos adeptos, junta-se a tão almejada e necessária capacidade financeira, com a entrada de um investidor experiente no ramo na SAD.

Para já, a formação liderada por Sérgio Vieira parece estar no rumo certo: lidera, ainda que à condição, a tabela classificativa da Segunda Liga e trata-se, à semelhança do SL Benfica B, da única equipa invicta no seu estádio, contando com um registo de quatro vitórias em igual número de jogos.

No entanto, e como já é hábito dizer-se, prognósticos só no final do encontro…

Foto de Capa: FC Famalicão

 

João Pedro Ferreira

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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