CS Marítimo 5-1 Belenenses SAD (Sub-23): Insulares lançados para o play-off da Liga Revelação

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A CRÓNICA: CS MARÍTIMO IMPLACÁVEL “DESTRÓI” BELENENSES SAD

Perspetivava-se um jogo muito equilibrado entre madeirenses e lisboetas. Apesar de um histórico de confrontos favorável ao CS Marítimo, a verdade é que à entrada para este jogo, o Belenenses SAD, encontrava-se na terceira posição do grupo B da Liga Revelação com 19 pontos, mais três, do que os ´verde-rubros´, motivo pelo qual, a formação de Santo António estava “obrigada” a vencer.

Contudo, foi a Belenenses SAD, quem entrou mais forte, e logo aos quatro minutos criou a primeira ocasião de perigo, com Pedro Teixeira a defender para canto. Como já se esperava, apesar da entrada mais confortável dos condados de Dimas Teixeira, o Marítimo equilibrou a posse de bola e começou a arriscar com mais frequência, até que aos 23 minutos, Luís Silva, central e capitão da equipa forasteira, perdeu a bola e origina o primeiro tento da partida, assinalado por Jefferson “Kibe”.

Em resposta, Edi Semedo e companhia bem tentaram dar o melhor seguimento às jogadas produzidas pelos médios da formação de Belém, mas a defesa madeirense, não descompensou por um segundo. O jogo estava com a intensidade em alta, ora bola cá, ora bola lá. Até que, o prodígio madeirense, Pedro Pelágio, gera um passe a rasgar na ala direita do ataque “verde-rubro”, e com uma magnifica troca de bola entre Umaro Baldé e Johnson Owusu, o ganês finaliza para o segundo golo da partida.

Na segunda metade, esperava-se que a Belenenses SAD conseguisse decifrar o código introduzido pelos ´leões da Madeira´ na partida. No entanto, foi o Marítimo que voltou do balneário, ainda com mais vontade de demonstrar eficiência. O domínio foi grande, e aos 76 minutos, Jefferson traduzi-o para o marcador, fazendo o 3-0.

Ainda assim, nem por isso a equipa de Santo António tirou o pé do acelerador e acabou a golear com Jefferson “Kibe”, a marcar quatro, dos cinco golos da equipa da Madeira. Já o Belenenses SAD, na segunda parte, esteve muito aquém do esperado, e apenas consegui fazer ´comichão´, na bola parada, sendo dessa maneira que nasceu o golo solitário de Rafael Tavares, na altura, o 4-1.

 

A FIGURA

Jefferson – São muitos os jogadores que podiam vigorar como “a figura” deste encontro, mas devido ao “poker”, Jefferson “Kibe”, merece o nosso claro destaque. Na primeira parte, esteve muito bem a segurar a bola e a dar apoio aos seus colegas, marcando inclusivamente, um golo. Já nos segundos 45 minutos, destruiu completamente os seus adversários, apontando quatro golos que deliciou, certamente, Milton Mendes, treinador interino da equipa principal, que esteve na bancada a assistir à jornada 10, da Liga Revelação.

Uma última palavra para “Kibe”, que com este “poker”, passa a vigorar na lista dos melhores marcadores da competição com sete golos em três jogos.

 

O FORA DE JOGO

Luís Silva – Central e capitão da Belenenses SAD, foi talvez um dos piores em campo. Pela responsabilidade que tinha, podia e devia ter feito melhor, contudo ninguém naquela defesa esteve no seu melhor. Todavia, foi de um erro do defesa de 21 anos, que surgiu o primeiro golo do encontro, sendo a partir desse momento, que a formação de Belém, descompensou definitivamente.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Os madeirenses entraram em jogo com um surpreendente 3-4-3, com o australiano Dylan Collard a aparecer no trio defensivo. A jogar com três homens atrás, havia a possibilidade de os alas subirem mais vezes no terreno, e foi isso que aconteceu. Johnson Owusu e Carlos Tovar, deram muita consistência aos corredores do Marítimo durante a primeira parte. A jogar em ataque organizado, eram nos centrais que começavam muitas das jogadas, sendo sobretudo na qualidade de passe de Leo Andrade, que a “redondinha” brilhava. A meio-campo, Pedro Pelágio e André Teles formavam o duplo pivot e foram as placas “giratórias”, do ´maior das ilhas´, nos primeiros 45´minutos. Defensivamente, viu-se um Marítimo muito concentrado e agressivo, com e sem bola.

Na segunda metade, nada mudou e o CS Marítimo, manteve o rigor tático e o espírito combativo. Foi um Marítimo dominante, e os três golos marcados na segunda parte é demonstrativo disso mesmo. Como anteriormente referenciado, os ´leões da Madeira´, estiveram irrepreensíveis no aspeto defensivo, onde Leo Andrade teve uma exibição de luxo, não deixando passar uma única bola durante os 90´minutos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Teixeira (6)

Johnson Owusu (8)

Moisés M. (7)

Dylan Collard (7)

Leo Andrade (8)

Carlos Tovar (6)

André Teles (6)

Pedro Pelágio (7)

Stanley Kanu (6)

Umaro Baldé (6)

Jefferson “Kibe” (9)

SUBS UTILIZADOS

Marcelo Marques (6)

Mike (6)

Miguel Sousa (4)

Francisco França (4)

Nandinho (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

No seu habitual 4-2-3-1, a Belenenses SAD, jogou muito na velocidade e consistência do seu extremo esquerdo, Edi Semedo, assim como na qualidade do seu colega, Robinho. Por estes dois homens passaram quase todas as jogadas de perigo da formação da AF Lisboa. No plano defensivo, o quarteto que a componha, pareceu sempre estar algo nervoso e desconcentrado, sendo inclusivamente, de um erro de Luís Silva que nasceu o primeiro golo do Marítimo.

Na segunda parte do encontro, o que se viu foi um Belenenses SAD, desmotivado, e nunca foi capaz de fazer frente a um Marítimo muito bem organizado, por Ludgero de Castro. Nem com a entrada de Zidane Banjaqui, ao intervalo, nem com as substituições que se sucederam, a equipa não foi capaz de criar qualquer tipo de aflição para a baliza, à guarda de Pedro Teixeira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Álvaro Ramalho (5)

Diogo Calila (4)

Luis Silva (4)

Van der Gaag (5)

André Lopes (4)

Braima Sambu (5)

Zack Blackwell (5)

Robinho (6)

Van der Gaag (5)

Chico Teixeira (5)

Edi Semedo (6)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Tavares (6)

César (4)

Zidane Banjaqui (5)

Luis Mota (4)

 

Rescaldo com opinião de Rodolfo Abreu

Rodolfo Fabiano Abreu
Rodolfo Fabiano Abreuhttp://www.bolanarede.pt
Rodolfo Abreu é um rapaz de 23 anos licenciado em Comunicação, Cultura e Organizações na Universidade da Madeira.                                                                                                                                                 O Rodolfo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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