Os 3 prós e contras deste regresso de campeonato

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CONTRAS

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Arbitragem como bode expiatório – Entramos agora no pior que este regresso do futebol nos trouxe e começamos com um mal comum em Portugal: apontar sempre o dedo à arbitragem. Foi depois da derrota do FC Porto com o FC Famalicão que fomos relembrados desta prática habitual, com Sérgio Conceição a acusar o árbitro Nuno Almeida de não ter assinalado um penálti sobre Aboubakar. “Já é habitual”, disse o técnico azul-e-branco, tal como é habitual que o culpado pelas derrotas seja sempre a equipa de arbitragem e não o desempenho dos jogadores ou as escolhas do treinador. Uma desculpa fácil e contra-produtiva que esconde os erros da própria equipa e aquilo que é preciso melhorar nos dragões.

Estádios vazios – O elefante na sala deste regresso de campeonato. As bancadas despidas por ordem da DGS contrastam com o espetáculo que se tem visto no relvado e que bem merecia ter público ao vivo a assistir. Depois de ver espetáculos de música com duas mil pessoas no Campo Pequeno, fica a pergunta se não seria possível ter adeptos nas bancadas no resto do campeonato, mas esta parece ser uma ideia rejeitada pelos responsáveis de saúde, para muita pena de adeptos, jogadores e clubes de futebol em Portugal.

Mais um episódio de violência – Terminamos com o ponto mais baixo do regresso da Primeira Liga: o ataque com pedras ao autocarro do SL Benfica. Aconteceu depois do jogo dos encarnados com o CD Tondela, quando as águias regressavam ao centro de treinos no Seixal, e que terminou com Weigl e Zivkovic a terem de receber tratamento hospitalar. Mais um episódio violento que mancha o futebol português e que mostra que ainda há muito para fazer, de forma a terminar de vez com o comportamento inaceitável de certos adeptos. Esperemos que o resto do campeonato seja cheio de golos e espetáculo e que cenas como esta desapareçam da Primeira Liga.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Reis Alves
João Reis Alveshttp://www.bolanarede.pt
Flaviense de gema e apaixonado pelo Desportivo de Chaves - porque tem de se apoiar o clube da terra - o João é licenciado em Comunicação e Jornalismo na Universidade Lusófona e procura entrar na imprensa desportiva nacional para fazer o que todos deviam fazer: jornalismo sério, sem rodeios nem complôs, para os adeptos do futebol desfrutarem do melhor do desporto-rei.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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