Publicidade

Quando o turismo fica fora do relvado

André Maia · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

Há quem diga que a idade é só um número. Outros dizem que velhos são os trapos. Mas, por outro lado, a experiência de uma carreira – ou de uma vida – pode ser uma qualidade extremamente proveitosa no momento em que um jogador de futebol tem de agir. Felizmente, digo eu, podemos dizer que o nosso campeonato, a Liga NOS, tem sido cada vez mais prolífico neste tipo de jogadores.

Não quero com isto dizer que a média de idades dos jogadores da nossa Liga seja elevada. Acredito até que seja precisamente o contrário. Mas abro este assunto neste espaço devido a uma citação curiosa que fez capa de um jornal desportivo na passada semana: Seydou Doumbia, novo avançado do Sporting, à chegada a Portugal, afirmou que não vinha para o nosso campeonato para “passar férias”.

Esta declaração, por mais estranha que possa parecer ao início, dado que um jogador nunca chega para passar férias quando é contratado, vai ao encontro do pensamento que muitos adeptos têm quando vêem chegar jogadores mais velhos ou que procuram relançar a carreira. Acham que vêm viver a sua reforma, aproveitar mais uns trocos para serem vangloriados numa pequena Liga como a nossa.

m bom exemplo de um regresso, neste caso de Ricardo Quaresma, na altura com 31 anos Fonte: Facebook Oficial Ricardo Quaresma
Um bom exemplo de um regresso, neste caso de Ricardo Quaresma, na altura com 31 anos
Fonte: Facebook Oficial Ricardo Quaresma

Muitos dizem que é preciso apostar na juventude. Certíssimo, concordo plenamente. Mas há que haver quem equilibre a equipa, quem transmita a confiança e a “ratice” que os jovens ainda não possuem. Daí a não me opor, de todo, à contratação de jogadores mais velhos ou aqueles que precisam de um “empurrãozinho” para colocar a carreira num lugar superior conseguido em tempos.

Até porque há que ter em conta o contexto em que muitas destas compras surgem: são jogadores que, normalmente, apresentam uma relação preço-qualidade bastante positiva – ainda que possuam um salário mais elevado do que a média do jogador da Liga, o mesmo pode ser considerado baixo se tivermos em conta de onde vêm. A isto juntam-se as inúmeras transferências deste género a custo zero.

Mas se ainda acha que os clubes não deviam apostar neste modelo de jogador, então basta olhar para o seu clube. Talvez torça por um grande, por isso podemos desenterrar estes nomes: Saviola, Aimar, Jonas, Casillas, Quaresma, Lucho Gonzalez, Nani, João Pereira ou Bryan Ruiz. Podiam ser mais. Mas talvez não imagine os últimos tempos recentes do seu clube sem estes jogadores, uns mais que outros.

onas é bem capaz de ser o mais recente "trintão" a ter tanto sucesso no nosso campeonato. Chegou com 30 anos Facebook Oficial do Sport Lisboa e Benfica
Jonas é bem capaz de ser o mais recente “trintão” a ter tanto sucesso no nosso campeonato. Chegou com 30 anos
Facebook Oficial do Sport Lisboa e Benfica

Obviamente que isto não é certo – olá, Taarabt, Boulahrouz ou Dani Osvaldo. Os últimos foram Doumbia, Mathieu, Coentrão ou Ricardo Costa no Tondela. Mas talvez seja injusto torcermos já o nariz perante este tipo de contratações. Seremos injustos e ingratos: injustos por não darmos oportunidade a estes jogadores, ingratos porque muitos deles deram prestígio, classe e muita, muita magia à nossa Liga.

Fonte de capa: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

André Maia

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.