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SC Braga 2-0 AS Mónaco: Não foi Clément(e) para com os monegascos

A CRÓNICA: AINDA NÃO SE PODE ABRIR
O MATHEUS ROSÉ, MAS ESTÁ QUASE

O SC Braga recebeu e venceu o AS Monaco por 2-0, em partida da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Numa partida em que foi mais sólido e, no cômputo geral, melhor, a equipa portuguesa deu um primeiro e importante passo rumo aos quartos-de-final da segunda maior prova do panorama futebolístico europeu.

“Entrar a ganhar” não foge muito do que fez o SC Braga nesta partida. Aos 3 minutos, um canto pela esquerda do ataque arsenalista originou uma jogada de insistência que terminou com Abel Ruiz a inaugurar o marcador, cara a cara com Nubel. Os minutos subsequentes foram de fulgor bracarense, mas este esmoreceu à medida que os monegascos foram crescendo no jogo.

Para bem dos minhotos, Matheus acompanhou o crescimento do AS Monaco e foi mantendo a baliza inviolada de forma legal – Gelson Martins e Bem Yedder fizeram a bola experimentar as malhas por duas vezes, mas em ambas o SC Braga encontrou salvação nos foras-de-jogo. Do outro lado, Nubel ia também segurando o marcador no 1-0 com que se deu a recolha aos balneários.

A segunda parte foi palco de parco futebol de parte a parte, algo que encontra justificação do lado do SC Braga (estava em vantagem), mas que não abona a favor da turma francesa. De resto, foi uma partida muito pobre da turma de Philippe Clément – sobretudo, no segundo tempo.

Ainda assim, houve um ou outro momento de aflição na área arsenalista, prontamente diluída pela eficiência e tranquilidade de Matheus. O exemplo mais flagrante surgiu logo aos 48´, com Gelson Martins a aparecer na frente do guardião da casa, que levou a melhor. O único momento quente dos segundos 45 minutos teve, todavia, impacto no resultado. Aos 89 minutos, Vitinha correspondeu de cabeça ao bom cruzamento de Fabiano e fez o 2-0, resultado final que acalenta as esperanças minhotas.

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A FIGURA

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Matheus – Voltou a apresentar créditos para a merecida canonização – foi de novo São Matheus. A vitória bracarense é merecida e resultado de uma exibição sólida, mas grande parte da solidez adveio da forma fantástica com que o guardião brasileiro se apresentou em mais uma quinta-feira europeia. Não tremeu cara a cara com os monegascos e levou a melhor sempre que os lances eram legais.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Kevin Volland – O avançado alemão do AS Monaco não teve propriamente uma prestação paupérrima, mas esteve pouco em jogo. É verdade que se movimentou muito, estrategicamente, para permitir que a zona mais central da ofensiva francesa fosse povoada por Bem Yedder e Gelson Martins, mas precisava de ter feito mais e melhor para ter dado um contributo mais palpável à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Os arsenalistas apresentaram-se com um sistema um tanto híbrido. Quando Rodrigo Gomes descia para defender, a linha defensiva do SC Braga era composta por cinco elementos: Yan Couto na direita, Fabiano com David Carmo e Tormena no eixo central e o jovem da formação bracarense na esquerda. Todavia, o mais frequente era o “57” arsenalista manter-se na linha intermédia, pela esquerda.

Assim, era Tormena quem jogava praticamente como lateral-esquerdo, num 4-4-2 que tinha Ricardo Horta e Abel Ruiz na frente ofensiva e Yuri Medeiros na direita, ladeando com Rodrigo Gomes os médios centro Al Musrati e André Horta. Com as alterações operadas por Carlos Carvalhal aos 65 minutos, Fabiano passou a ser o lateral-direito, com Rodrigo Gomes a mudar de corredor para lhe fazer companhia. Do outro lado, ficou Francisco Moura.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (9)

Yan Couto (5)

Fabiano (6)

David Carmo (5)

 Tormena (6)

Rodrigo Gomes (8)

Al Musrati (6)

André Horta (6)

Ricardo Horta (6)

Iuri Medeiros (6)

Abel Ruiz (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (5)

Paulo Oliveira (5)

Francisco Moura (5)

Castro (5)

Miguel Falé (5)

ANÁLISE TÁTICA – AS MÓNACO

Os monegascos dispuseram-se no relvado do Municipal de Braga num 4-4-2, com Bem Yedder a coexistir na frente de ataque com Volland. Gelson Martins, pela esquerda, e Jean Lucas, pela direita, eram os alas, sendo que o português surgia muito e com qualidade no corredor central. A pressão dos forasteiros sobre a primeira fase de construção arsenalista era alta e forte, exacerbada pela desvantagem precoce e pela perceção de que os centrais do SC Braga não estavam confortáveis com a bola nos pés.

Os ataques mais posicionais, mais ponderados, com maior circulação de bola da turma de Clement contrastaram com os ataques um pouco mais vertiginosos dos minhotos, que procuravam finalizar as suas jogadas com maior brevidade, não descartando remates de meia distância. Do lado monegasco, a procura pela área era muito mais vincada.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

Nubel (7)

Vanderson (5)

                                                               Disasi (5)

Matsima (5)

Caio Henrique (5)

Tchouameni (6)

Jean Lucas (5)

Matazo (5)

Bem Yedder (5)

Gelson Martins (7)

Volland (4)

SUBS UTILIZADOS

Badiashile (5)

Golovin (5)

Sofiane Diop (5)

Myron Boadu (5)

O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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