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No entanto, e tal como foi dito por António Salvador, presidente dos Guerreiros do Minho, aquando da sua tomada de posse, o clube “quer mais”, não obstante “o que conseguiu ao longo dos últimos anos”. Assim sendo, esse “mais” a que o responsável máximo dos Arsenalistas se refere poderá passar por uma conquista do título de campeão nacional no curto prazo, pese embora a difícil tarefa que é ombrear com qualquer um dos designados “três grandes” (FC Porto; SL Benfica e Sporting CP), clubes que dispõem de outra dimensão financeira. Para se ter uma ideia, note-se, por exemplo que, à data em que escrevo (3 de agosto de 2018), o valor de mercado do atual plantel bracarense é inferior em cerca de duas vezes ao do registado pelo Sporting CP, o “grande” com menor valor monetário no referido capítulo.
Todavia, o crescimento sustentado vivido no decorrer da última década (período durante o qual o SC Braga venceu três dos cinco títulos que compõem o seu palmarés), assim o exige. Obriga a que se dê um passo em frente naquilo que é o decurso normal de um processo evolutivo.
Uma evolução sentida ao nível:
– das infraestruturas:

Fonte: SC Braga
Com o intuito de capacitar ainda mais o SC Braga, a atual Direção entendeu iniciar (a obra apenas ficará concluída em 2019) a construção da Cidade Desportiva, um complexo que integra um Centro de Formação (já em funcionamento), que congrega toda a logística das atividades dos escalões jovens, e prevê, ainda, a edificação de um Pavilhão Multiusos, que, para além da vertente desportiva, se destinará às áreas administrativa e comercial.
– do reforço orçamental:
Embora muito distante dos valores exibidos pelos três principais candidatos à conquista do título (FC Porto; SL Benfica e Sporting CP), assistiu-se a um incremento no que respeita às verbas disponibilizadas para financiar toda a atividade da equipa profissional de futebol bracarense, na medida em que o orçamento relativo à temporada 2018/2019 se situa nos 16 milhões de euros, um valor histórico por ser o mais elevado alguma vez apresentado pelo SC Braga, o que traduz, desde logo, o reforço da ambição e a convicção dos responsáveis Arsenalistas em alcançar feitos maiores.
O Plantel – Um “exército” equilibrado e capaz
A qualidade e a abundância de soluções são aspetos que sobressaem no plantel às ordens de Abel Ferreira. Efetivamente, estas caraterísticas repercutem-se em todos os setores, isto é, desde a defesa até ao ataque. Começando pelo setor mais recuado, destaque para a continuidade da dupla de centrais constituída por Raúl Silva e Bruno Viana, este último adquirido a título definitivo, após uma temporada bem conseguida ao serviço do emblema da “Cidade dos Arcebispos”.

Fonte: SC Braga
Em seguida, e no que respeita ao setor intermédio, de realçar a permanência de unidades importantes, como são os casos do montenegrino Nikola Vukčević, e do brasileiro Fransérgio Barbosa. A estes, junta-se a aquisição de indiscutíveis mais-valias como João Novais (a par de Bruno Fernandes, um dos médios “revelação” da última edição da Primeira Liga), autor de oito golos e três assistências em 29 jogos com as cores do Rio Ave FC, ou Claudemir, um experiente médio centro brasileiro de 30 anos que conta, no seu palmarés, com dois campeonatos da Dinamarca (conquistados ao serviço do FC Copenhaga), um campeonato belga (ganho enquanto jogador do Club Brugge K.V.), além de já ter disputado mais de meia centena (52) de partidas nas duas principais competições de clubes de âmbito europeu (Liga Europa e UEFA Champions League).
Por fim, no setor ofensivo, de realçar a permanência da dupla lusa “Paulinho-Wilson Eduardo”, que se revelou bastante produtiva, ao longo da derradeira temporada. Atenção, de igual modo, às chamadas “segundas linhas”, onde constam os nomes do goleador Dyego Sousa e do promissor sul-africano Luther Singh (que, esta época, deverá permanecer na equipa A).
Foto de Capa: SC Braga








