E se na Primeira Liga não atuassem os melhores marcadores?

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Já o conjunto sadino, por outro lado, beneficiaria, e de que maneira, da subtração da contribuição dos goleadores. Sem os golos de João Amaral mas, sobretudo, sem sofrer tanto por parte dos matadores adversários, a formação de José Couceiro conseguiria uma subida de nove lugares na tabela, estando inclusive na luta pela europa.

Claro que, a justificar estes dados, surge a elevada quantidade de golos sofridos pelos sadinos, fixada nos 49 e apenas suplantada pelo Estoril. Por outro lado, a relativa baixa contribuição de João Amaral para um melhor marcador (apenas oito golos), assim como os bons registos de Edinho e de Gonçalo Paciência, ajudam a explicar esta subida da formação de Setúbal.

Mas, além do conjunto sadino, também o Desportivo das Aves e o Belenenses conseguem arrecadar uma quantidade de pontos assinalável nesta classificação paralela. As duas formações têm, para o efeito, uma justificação ainda mais clara: os respetivos melhores marcadores, Paulo Machado e Maurides, contam apenas com quatro golos cada, não tendo um peso tão assinalável na finalização das suas equipas.

Assim, com 28 golos marcados, a formação da Vila das Aves “perde” apenas 14% dos seus golos, compensados pela melhoria significativa do seu registo defensivo, tal como no conjunto de Belém, onde os quatro tentos apontados por Maurides também não são significativos.

Já do outro lado da equação, FC Porto e Benfica (juntamente com o já mencionado Sporting) mostram que, pelo elevado volume ofensivo e necessidade de fazer golos, são os grandes que mais sofrem com a ausência dos goleadores.

Os encarnados, sem Jonas, perdem 31 golos, muito perto de metade do registo atual do conjunto orientado por Rui Vitória. Em termos práticos, a ausência do brasileiro, conjugada com a ausência dos restantes goleadores do campeonato, custa sete pontos às àguias e um consequente distanciamento do primeiro lugar.

Jonas é o melhor marcador do campeonato com 31 golos
Fonte: SL Benfica

Já os dragões, sem o contributo do surpreendente Marega, registam uma pontuação inferior à real em seis pontos, sendo que a diferença é provavelmente atenuada pela ausência do maliano nos últimos jogos. No início da época, poucos esperariam que Marega fosse tão determinante, mas a verdade é que, sem o avançado, os portistas poderiam estar apenas cinco pontos à frente do Sporting de Braga.

Redação BnR
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