Vitória SC: estará à porta um novo recorde de vendas para o clube?

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Muito se fala sobre a tendência que os jogadores têm em fazer do campeonato português um destino intermédio com vista ao seu objetivo final: as grandes ligas europeias. Nos últimos anos, esta prática tem rendido vários milhões aos cofres dos clubes portugueses, principalmente dos chamados três grandes, pela sua maior perícia na descoberta de talentos escondidos. Mas há quem tenha evoluído também neste aspeto e hoje falaremos do Vitória SC por isso mesmo.

No início deste século, as maiores “pérolas” foram encontradas no continente americano, mais concretamente a sul, como Colômbia, Brasil, Argentina e México. Quem não se lembra, na história recente do futebol nacional, de Éder Militão? O defesa central (que chegou como defesa esquerdo) brilhou no FC Porto oriundo do São Paulo FC e, ao fim de uma época, transferiu-se para o Real Madrid CF por uns impressionantes 50 milhões de euros.

Ultimamente, à América do Sul juntou-se a Região dos Balcãs, como a Sérvia e a Croácia (o SL Benfica foi pioneiro na busca de talentos nesta zona, principalmente na descoberta de jogadores sérvios) e do mercado japonês, que tem exportado grandes talentos para o futebol luso, com o caso mais mediático a ser Shoya Nakajima que se destacou ao serviço do Portimonense SC antes de rumar ao FC Porto (com uma passagem pelo Qatar pelo meio).

Já nesta última situação apresentada, constatamos que os restantes clubes nacionais têm progressivamente melhorado o seu scouting, traduzindo-se numa maior capacidade de reforçar os seus plantéis com verdadeiros prodígios e, desta forma, tentar equilibrar ligeiramente o tão desnivelado campeonato português.

O Vitória SC tem sido um dos emblemas a garantir um plantel com alguns jogadores de topo na Primeira Liga e este investimento acaba por se traduzir na entrada de grande capital nos cofres do clube minhoto, aquando a transferência destes jogadores. Em janeiro deste ano, o clube garantiu a transferência do seu melhor jogador – e um dos melhores jogadores a atuar na Primeira Liga -, Edmond Tapsoba, para o Bayer 04 Leverkusen, encaixando 18 milhões de euros e atingido, assim, o seu recorde de vendas.

Agora, prevê-se que os vimaranenses repitam o feito e batam este valor. Desta feita, será Marcus Edwards o protagonista. O extremo direito chegou ao Vitória SC no início desta época, proveniente do Tottenham Hotspur FC, onde fez a sua formação, e desde cedo que tem dado nas vistas na equipa orientada por Ivo Vieira. Edwards é um jogador extremamente virtuoso, com uma grande capacidade de drible e uma agressividade q.b. na disputa de bola.  A sua técnica afinada na condução do esférico e as suas arrancadas quase sempre bem-sucedidas pelo lado direito do terreno despertaram a atenção de alguns emblemas do seu país natal, que já terão perguntado ao clube minhoto pelo inglês.

A concretizar-se esta transferência, tudo indica que iremos assistir a novo recorde de vendas no Vitória SC. Isto porque Marcus Edwards está avaliado em cerca de 20/25 milhões de euros e na luta pelo jogador estarão Manchester United FC e… o Tottenham Hotspur FC. É isso mesmo, depois de “largarem” o extremo direito no verão passado a custo zero para o clube de Guimarães, os Spurs ficaram impressionados com a evolução de Edwards e planeiam fazê-lo regressar no próximo defeso.

Se excluirmos as transferências protagonizadas por jogadores dos três grandes, esta transferência – a ser por 25 milhões de euros – entraria para o Top 3 das maiores transferências, apenas atrás dos 35 milhões de euros que valeu a saída de Shoya Nakajima do Portimonense SC para o Al-Duhail SC do Qatar, no final da época 2018/2019 e da recente passagem de Francisco Trincão do SC Braga para o FC Barcelona, por 31 milhões de euros.

Apesar dos vimaranenses apenas serem detentores de 50% do passe de Edwards, esta transferência representaria, ainda assim, um importante encaixe financeiro para o Vitória SC e, consequentemente, uma maior margem de manobra no ataque ao mercado. São pequenos passos numa caminhada gigante para uma liga mais competitiva, por quem todos torcemos e onde, acredito, acabaremos por chegar um dia.

Diana Oliveira
Diana Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Diana é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e, desde cedo, que a escrita faz parte de si. Poder conjugá-la com o futebol, outra das suas paixões, é a cereja no topo do bolo. A Diana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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