Nos últimos anos, assistimos a uma crescente aposta dos clubes portugueses na formação, nomeadamente nos “três grandes”, o que se tem revelado uma aposta certeira, tendo em conta a quantidade de diamantes em bruto de jogadores que aparecem nas camadas jovens das equipas portuguesas. No entanto, como seria expectável, por cada craque que emerge, também há uns quantos que, por dificuldades de adaptação ou falta de oportunidades, não conseguem explodir na equipa principal do seu clube.

Felizmente, esses jogadores têm sabido não insistir no erro de permanecer no seu clube de formação sem jogar, tendo a coragem de abraçar um novo desafio, num clube mais “pequeno”, mas que lhes oferece um recomeço e uma larga margem de progressão. Essa confiança depositada gera jogadores absolutamente indispensáveis nessas equipas, que coleccionam boas exibições, boas épocas e em última análise, títulos, sendo logo apontados a voos mais altos. Adaptando as palavras imortais de Neil Armstrong quando pisou a Lua, em 1969, a uma situação futebolística: é um pequeno passo atrás para dar um salto gigante para a frente na carreira destes jogadores. Falemos então, de cinco corajosos jogadores nestas condições.