O Gil Vicente FC sabe há muito tempo que transitaria diretamente para a Primeira Divisão na época de 2019/20, mas a transição não se afigurava fácil. Primeiro por competir durante um ano inteiro no Campeonato de Portugal, terceiro escalão, e depois por ser uma participação “vazia”, isto é, os jogos que disputou não resultavam em pontos para si ou para os adversários.

Aliando estas duas condicionantes de relevo, os gilistas agiram da forma mais correta, pelo menos à primeira vista. Comandados pelo técnico Nandinho, competiram na série A do Campeonato de Portugal e apostaram, sobretudo, no jovem jogador português. A média de idades do plantel rondou os 20 anos e cerca de 60 porcento da equipa era composta por portugueses. O atleta mais velho era Rui Faria, médio português de 27 anos, que apontou dois golos num total de 29 jogos. O mais novo tinha 17; Fábio Costa, ainda júnior, fez um jogo pela equipa principal.

Além disso, quer os adversários encarassem os jogos com vontade de vencer ou aproveitar para “rodar” jogadores, os “Galos” conseguiram 22 vitórias, quatro empates e oito derrotas. Este registo colocá-los-ia no segundo posto, em igualdade pontual (70) com a AD Fafe, lugar de acesso ao play-off.

O reforço Nogueira em ação na pré-época frente ao Berço SC
Fonte: Gil Vicente FC

Com a primeira parte do problema resolvida, e bem, restava o ataque à permanência nos palcos da Primeira Liga. Para isso, os gilistas não perderam tempo e garantiram à frente da sua turma o experiente técnico Vítor Oliveira. Depois de vencer a Segunda Liga ao serviço do Paços de Ferreira FC, o matosinhense de 65 anos, que dispensa apresentações, anunciou que rumaria a Barcelos para a nova temporada.

De seguida, teve lugar uma verdadeira revolução no plantel. Para a baliza chegou, para já, Bruno Ferreira (ex-Náutico). Para o eixo da defesa chegaram Rúben Fernandes (ex-Portimonense SC), Rodrigão (ex-Atlético MG-B) e Ygor Nogueira (empréstimo do Fluminense). As laterais foram reforçadas por Alex Pinto (empréstimo do SL Benfica), Kellyton (ex-Uberaba SC), Henrique Gomes (ex-SC Covilhã) e Arthur Henrique (ex-Ferroviária FSA). O centro do terreno recebeu nomes como Márcio Meira (ex-CF Armacenenses), João Afonso (ex-Goiás EC), Leo Cordeiro (ex-SC Espinho), Claude Gonçalves (ex- ES Troyes) e William Soares (ex-FC Arouca).

Para as alas, o Gil Vicente FC contratou Lourency (ex-Chapecoense) e Erick (empréstimo SC Braga), enquanto a frente de ataque fica entregue a novos nomes como Sandro Lima (empréstimo Grêmio Anápolis), Samuel Dias (ex-São Bernardo FC) e Petar Petkovski (ex-FK Rabotnicki). São estes, até ao momento, os novos nomes que, a juntar a uma mão de renovações e a outra de jogadores provenientes dos juniores, vão constituir o ataque dos gilistas à manutenção e não só.

O passo seguinte seria tornar o Gil Vicente FC numa força que nunca alcançou. Arredado da Primeira Liga, onde competia desde 2011/12 até descer três épocas depois, o clube da cidade de Barcelos procura alargar o lote de equipas do Minho que participam na principal prova portuguesa. Além de Vitória SC, SC Braga, Moreirense FC e FC Famalicão, também os “Galos” vêm reforçar o peso daquela região portuguesa no panorama do futebol nacional.

Foto de Capa: Gil Vicente FC

 

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