Académica OAF 3-2 Leixões SC: Dá gosto acordar assim

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Está oficialmente aberta a caça à glória (subida de divisão). São apenas duas as vagas, mas vários os  candidatos. Académica e Leixões provaram, no Estádio Cidade de Coimbra, ter esse estatuto num espetáculo recheado com 5 golos e muita emoção.

A entrada não podia ter sido melhor para os da casa. A interiorização de Ki, desde o flanco esquerdo, permitia não só as cavalgadas de Mauro Cerqueira por esse setor, mas também muita capacidade criativa no centro do terreno. Foi assim que Chaby apareceu isolado na cara de Ivo e foi, também, através destas movimentações que a Briosa conseguiu uma grande penalidade, conquistada por Chaby.  Na conversão, André Claro (com Hugo Almeida no banco, começou como homem-alvo) adiantou a sua equipa aos 13 minutos.

A Académica não tirou o pé do acelerador e continuou a criar oportunidades junto da baliza leixonense, apesar da excessiva dureza do seu adverário (3 amarelos só na primeira parte). André Claro viu a trave impedir-lhe o golo, Zé Castro cabeceou a centímetros do poste, a mesma distância que colocou Chaby da estreia a marcar de losango ao peito.

Este caudal ofensivo fazia antever o 2-0, mas, contra a corrente do jogo, foi o Leixões a chegar ao empate. Aos 34 minutos, Harramiz, servido por Braga, marcou à sua antiga equipa.

Os homens de César Peixoto não pareceram acusar o golo e, apesar de chegarem ao intervalo com 1-1 no marcador, tiveram duas oportunidades para voltar à vantagem no marcador – Leandro, na cobrança de um livre lateral, atirou ao poste e André Claro, num lance trabalhado e finalizado por ele, viu Ivo negar-lhe o bis.

Claque leixonense não vacilou no apoio
Fonte: Bola na Rede

O segundo tempo começou de forma menos intensa. O Leixões conseguiu travar as investidas dos estudantes numa fase inicial, mas estes conseguiram ser mais eficazes na sua abordagem, chegando ao golo na primeira oportunidade de que dispuseram. Com 9 minutos disputados na segunda parte, Chaby devolveu a vantagem aos estudantes.

Mais uma vez, porém, o Leixões soube reagir e retribuiu com outro golo, 3 minutos depois, por intermédio de Harramiz, que concluiu um lance trabalhado sobre o flanco esquerdo da defesa, onde Enoh (entrado para o lugar de Graça, ao intervalo) fugiu a Cerqueira para oferecer o bis ao avançado de São Tomé e Príncipe.

O jogo entrou numa toada mais morna e as oportunidades de golo fizeram uma pausa. No entanto, foi o Leixões quem mais se aproximou da àrea da Académica, explorando quase sempre o seu flanco esquerdo defensivo. Enoh esteve em destaque e foi ele que “re-abriu” as hostilidades (chances de perigo), obrigando Tiago Pereira a esticar-se para evitar cambalhota no marcador.

Pouco depois, César Peixoto procurou mexer com o jogo e lançou Djoussé para o lugar de Chaby já depois de ter feito entrar Hugo Almeida para o lugar de Ki. A Académica passou a jogar com mais poder ofensivo na frente.

Uma aposta que viria a dar frutos, já que na sequência de um livre, Ricardo Dias atirou a contar e fez o 3-2 aos 87 minutos.

O Leixões não baixou os braços e ainda assustou, mas foi incapaz de impedir a estreia vitoriosa da Briosa na Segunda Liga.

Em Coimbra acredita-se que após três anos de subidas falhadas, à quarta será de vez. O jogo de estreia, pelo menos, deixou um bom prenúncio.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Académica OAF: Tiago Pereira, Mike, Zé Castro, Yuri, Cerqueira; Ricardo Dias, Leandro (Marcos Paulo 64’); Barnes, Chaby (Djoussé 82’), Ki (Hugo Almeida 72’); André Claro.

Leixões SC: Ivo, Rui Silva, Bura, João Pedro, Poloni; Braga (Alan Jr 77’), Amine, Luís Silva, Graça (Enoh 45’); Tarzan (Zé Paulo 65’) e Harramiz;

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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