Paulinho, médio-ofensivo do Portimonense SC, durante esta semana anunciou, através de uma tocante publicação nas redes sociais, que estava de saída de Portugal com destino à China. No país, vai representar o Hebei China Fortune FC, clube da Super Liga Chinesa. Irá juntar-se aos bem conhecidos Mascherano e Ezequiel Lavezzi.

Por terras lusas, o brasileiro representou, primeiramente, o SC Beira-Mar na época 2014/15, seguiu-se o SC Farense e em 2016/17, deu-se a conhecer à liga pelas mãos dos alvinegros. A primeira época na formação, chamou à atenção pela facilidade com que encontrava espaços e pelas fintas que deslumbravam os adeptos que o apelidavam como “novo Deco”.

Esta valorização, deu-lhe a oportunidade de maior reconhecimento na sua carreira e, na época 2017/18, a meio da temporada, surgiu a mudança para o FC Porto. Eram muitas as expectativas para vingar na sua nova casa. Porém, a alteração foi um fracasso total, visto que, no defeso de verão do mesmo ano, foi devolvido, juntamente com o seu patriota Ewerton, ao clube transato. Uma das transações mais caricatas dos últimos anos em Portugal. Curiosamente também Ewerton decidiu levar a sua carreira para terras asiáticas, desta vez no Japão.

Paulinho vai representar o Hebei China Fortune FC, clube da Super Liga Chinesa
Fonte: Portimonense SC

Ainda a faltar cerca de um mês para a abertura do defeso, o jogador comunicou a transferência após a sua derradeira aparição pelos algarvios – foi utilizado na última jornada durante 25 minutos na vitória, por 2-1, frente ao FC Famalicão. Na presente campanha o jogador foi utilizado apenas em quatro ocasiões devido a uma lesão que o tem assombrado na coxa direita. Parte agora para a recuperação total da lesão e preparação para se apresentar no novo clube no arranque da temporada chinesa em janeiro de 2020.

A capacidade financeira foi a chave desta transferência, os salários estratosféricos são o principal chamativo para os atletas. Este tipo de transferência, é cada vez mais comum na Europa, os salários estratosféricos oferecidos são incompatíveis com a realidade europeia, o que acaba por levar os talentos para os clubes do país asiático.

 

Foto de capa: Portimonense SC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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