De seu nome Alan Osório da Costa Silva, ou simplesmente Alan, o luso brasileiro, atuava, preferencialmente, como extremo direito e médio ofensivo, tendo sido um dos responsáveis pelo salto competitivo do, agora considerado como “quarto grande”, SC Braga.

Chegou a terras lusas na época 2001/02 para representar o CS Marítimo, pelas ilhas ficou até 2005 – ano da sua transferência para o FC Porto. A adaptação ao clube da invicta não foi a melhor e o rendimento não era o mesmo que foi demonstrado no emblema anterior. Na temporada seguinte, o extremo entrou em ação nuns míseros 12 jogos colmatados com um golo e a insatisfação para com o clube aumentava gradualmente, até que em 2007 rumou – via empréstimo – ao Vitoria SC. Nos vimaranenses, independentemente de só ter faturado numa ocasião, brilhou noutras vertentes do jogo, como na qualidade que oferecia no cruzamento e na qualidade com a bola nos pés, características que sempre lhe foram apontadas.

No ano de 2008, marco do início de uma das histórias mais marcantes do futebol arsenalista, a chegada de Alan, com 29 anos, foi o começo dos anos dourados, desportivamente claro, na cidade de Braga. Os guerreiros, nesse ano, ficaram num habitual 5º lugar com Alan a ser um dos melhores jogadores do campeonato.

Em 2009/10, Alan e os seus companheiros foram responsáveis por um estrondoso 2º lugar no campeonato, apenas ultrapassados pelo SL Benfica, assinalando a melhor campanha alguma vez realizada pelo clube para o campeonato. Mais uma vez, e dando seguimento à época anterior o extremo direito jogou e deu a jogar, sendo o jogador que mais vezes esteve envolvido nos golos bracarenses.

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Dando seguimento à soberba temporada realizada no ano transato, a época seguinte foi mais atribulada, o campeonato não ocorreu de feição, mas, em contrapartida, na europa Alan surpreendia, sendo, talvez, o principal responsável pela chegada dos arsenalistas à mítica final da Liga Europa, em Dublin, contra o FC Porto – apesar da derrota, fica para a história do clube o ato exclusivo de jogar a uma final europeia.

Momento do golo de Alan que marcou a vitória na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa 2010/2011
Fonte: SC Braga

De realçar, a temporada 2012/13, em que Alan atingiu o máximo de golos que alguma vez marcou numa época, com 12 golos em 43 jogos, entre os quais a entrada, mais uma vez histórica, na Liga dos Campeões onde não conseguiram ultrapassar a fase de grupos e a conquista da Taça da Liga.

Os anos seguintes foram anos mais regulares para Alan, aos 34 anos continuava a jogar para a sua equipa sempre com muita humildade em campo, até pendurar as botas em 2017, o jogador realizou sempre acima de 30 jogos por época. Com 37 anos, o extremo decidiu acabar com a carreira de jogador e começar uma como dirigente no clube que o idolatrou e idolatra até aos dias de hoje, o SC Braga.

Numa carreira totalmente feita em Portugal, Alan é um património humano para o SC Braga, foi, possivelmente, o melhor jogador na história do clube pelo que jogou e deu a jogar, por ajudar a catapultar internacionalmente os guerreiros do Minho e pelos anos de ligação, algo cada vez mais raro no futebol atual.

 

 Artigo revisto por Joana Mendes

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