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“Que é aquilo? Algum dia aquele garoto tem pinta de treinador?”

Por entre gargalhadas, que aqueciam uma manhã fria, Nuno Manta era assim “pintado” por uma pequena parte do público tondelense, segundos antes do apito inicial do Tondela-Feirense.

Não terá ouvido a forma como o “pintaram”, porque a distância para o banco e a música nas bancadas não o permitia, mas, se ouvisse, encolheria os ombros e seguiria em frente, com o seu trabalho, imune a uma crítica que, de tão banal e costumeira (os olhos pequeninos, que se escondem atrás dos óculos, o penteado “certinho” e o facto de não vestir fatos de gala ajudam), entraria tão depressa como sairia na cabeça do jovem técnico fogaceiro.

Se fosse outra crítica qualquer, a reacção seria a mesma. Não que não se deixasse afectar, mas porque é um homem de trabalho… e do Feirense. Um profissional de excelência, leal à camisola que veste, conforme é ilustrado nos 20 (!) anos que já leva de “Billas”, tendo treinado todos os escalões de formação (muita das vezes com enorme sacrifício, como na altura em que estava a dar aulas na Amadora e vinha à Feira, duas vezes por semana, para continuar o seu trabalho no clube).

Empate (1-1) no Dragão, para a Taça da Liga, ajudou a cimentar Nuno Manta como escolha da SAD para técnico principal Fonte: CD Feirense
Empate (1-1) no Dragão, para a Taça da Liga, ajudou a cimentar Nuno Manta como escolha da SAD para técnico principal
Fonte: CD Feirense

Desde 30 de Dezembro, altura em que se confirmou que substituiria José Mota no comando dos fogaceiros, está, portanto, na sua cadeira de sonho. E merece. Não por ser uma pessoa querida na terra (houve uma petição para que a direcção o desginasse líder), não por ter o apoio quase unânime e incondicional dos jogadores, mas pelos resultados que apresenta.

Na 26ª jornada da Liga Portuguesa 16/17, o Feirense, no dia do pai e no dia em que celebrou 99 anos confirmou o excelente momento de forma desde que Nuno Manta assumiu o comando técnico (se o campeonato começasse na 2ª volta, era 4º classificado). Depois de se ver a perder por 0-2, iniciou uma reviravolta épica, que consolidou algo que parecia impossível de conseguir quando pegou na equipa – a manutenção na Primeira Liga de um clube que nunca a conseguiu.

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