Como diz Pep Guardiola, a “pressão é um privilégio” e o SC Braga ganhou o estatuto de equipa pressionada. Talvez não pelos meios de comunicação, porque, ainda por cima, o jogo será no Estádio do Dragão contra o campeão Nacional, mas por eles mesmos. Por “eles”, entenda-se, jogadores, equipa técnica, direção e adeptos. Todos sentem que o primeiro título de campeão Nacional está para breve e, devido à irregularidade dos três grandes e à não presença na fase de grupos da Liga Europa, esta época poderá significar uma grande oportunidade para os Arsenalistas. O discurso para a comunicação social pode não ser esse, mas, dentro de quatro paredes, no seio do grupo, é.

Depois da conquista da Taça da Liga (2013) e da Taça de Portugal (2016), só falta mesmo o título de campeão Nacional. Para maior afirmação, o próximo passo do SC Braga passa por somar pontos contra os três grandes de forma regular. Esta época, o Sporting CP já foi vitimado e agora chega um teste de fogo para a equipa de Abel Ferreira. Visitar o Dragão, o campeão Nacional, e empatar ou vencer, aumentará ainda mais as esperanças do “Gverreiros do Minho”.

A equipa de Abel Ferreira chega à décima jornada com seis vitórias e três empates, sendo a única equipa ainda invencível no campeonato. Tanto FC Porto, como SC Braga, lideram a Liga Portuguesa em igualdade pontual.

Fonte: SC Braga

Na baliza bracarense vai estar Tiago Sá. O produto das escolas do SC Braga, aos 23 anos, ascendeu à titularidade da equipa principal, após lesão do habitual titular Matheus Magalhães. O jovem talento tem “sentado” o internacional português Marafona, que esteve uma época lesionado e voltou esta temporada, e tem cumprido. Forte entre os postes, denota algumas má abordagens no jogo aéreo, mas tem dado conta do recado e terá mais um excelente teste para mostrar a sua qualidade.

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Na defesa, existem poucas dúvidas sobre o quarteto defensivo. O capitão Marcelo Goiano continuará à direita e Nuno Sequeira à esquerda, sendo que Pablo Santos e Bruno Viana serão a dupla de centrais. Dois laterais consistentes, completos, que não são de grande pendor ofensivo, mas também não são exageradamente defensivos e comedidos e uma dupla de centrais que se completa. Bruno Viana é mais rápido e ágil, tendo mais qualidade técnica para sair a jogar, e Pablo Santos é fortíssimo na marcação e no jogo aéreo, sendo um perigo para os adversários nas bolas paradas ofensivas.

No meio-campo, Ricardo Esgaio deverá jogar mais descaído à direita, Fábio Martins ou Ricardo Horta à esquerda, sendo que no miolo deverão estar Claudemir e Fransérgio, em detrimento de João Novais e João Palhinha. Esgaio é um indiscutível e Horta perdeu o lugar na última jornada para Fábio Martins. No entanto, é expetável o regresso à titularidade de Horta. No meio-campo, Fransérgio tirou o lugar a Novais e deverá manter-se no Dragão, assumindo funções mais ofensivas, em relação a Claudemir, e apostando nos seus remates de meia distância. Claudemir, mais posicional, permite a Fransérgio soltar-se mais, tal como a Esgaio ou Horta.

No ataque, jogará Dyego Sousa e, a seu lado, ou será Paulinho, ou Wilson Eduardo. Paulinho voltou de lesão e jogou na última jornada, mas Wilson Eduardo tem estado muito bem e poderá aparecer no onze inicial no Dragão. Wilson é mais rápido e tecnicista, partindo para ações individuais e alternando com combinações com Dyego, Esgaio ou Horta, enquanto Paulinho é um poço de força, com veia goleadora e que poderá ter outro impacto e presença entre Militão e Felipe. Dyego Sousa é indiscutível, já somando onze golos oficiais e tem uma classe e frieza notáveis à frente da baliza.

Fonte: SC Braga

O FC Porto, como sempre faz no Dragão, irá pressionar alto e explorar o erro na primeira fase de construção dos bracarenses. A equipa de Abel terá de tentar fazer chegar a bola em boas condições a Horta e a Esgaio, porque será através do jogo exterior que poderá fazer mais mossa ao campeão Nacional, aproveitando as muitas subidas de Telles e Maxi. No entanto, salvaguarde-se que Esgaio e Horta também poderão procurar jogo interior para explorar alguma falta de compensação e posicionamento no corredor central, já que, por vezes, sobretudo quando não está Herrera, Danilo Pereira fica demasiado só. Outro pormenor, será acreditar na sobranceria excessiva que por vezes se nota em Felipe e Militão e que resulta em perdas de bola e jogadas de perigo para o adversário.

Terá que ser um super SC Braga a apresentar-se no Dragão, eficaz e altamente competente. O mesmo será dizer, a vitória no Dragão passará muito pelo estofo de campeão Arsenalista.

 

Foto de Capa: SC Braga

 

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