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O Desportivo da Chaves regressou este ano ao escalão principal do futebol nacional e depressa percebemos que este dificilmente ia ser um dos casos em que o clube volta a descer logo na primeira temporada.  Se o projeto na segunda liga já havia sido bem conseguido, na primeira, a qualidade, o critério e o investimento mantiveram-se. Jorge Simão chegou depois de ter deixado o Paços de Ferreira a apenas 1 ponto da Europa e com ele vieram também nomes como Felipe Lopes, Simon Vukcevic, Ricardo Nunes, Paulinho ou Battaglia.

À 14ª jornada o clube encontrava-se na 7ª posição e era a grande revelação do campeonato, tal fez com que o SC Braga escolhesse Jorge Simão como o substituto de Peseiro. Era a primeira “vítima” do sucesso dos flavienses, mas não seria a única. Paulinho, que estava a ser um dos melhores laterais do campeonato, Battaglia e Assis, donos do meio campo, também seguiram viagem para Braga. Além deste, o clube viu ainda sair o central titular Freire para o Japão.

A época do Chaves estava no ponto decisivo, além do timoneiro saíram ainda elementos fundamentais, mas aqui a grande qualidade da estrutura voltou a fazer-se valer. Ricardo Soares, desconhecido para quase todos, mas não para os responsáveis do clube transmontano foi o escolhido para tomar as rédeas do clube. Davidson e Batatinha chegaram provenientes do segundo escalão, Tiba e Bressan reforçaram o meio-campo e o ex-FC Porto e Sporting CP Nuno André Coelho para liderar a defesa.

Fonte: GD Chaves
Fonte: GD Chaves

O bom futebol e a cidade de Chaves continuaram a combinar e a equipa vai terminar a meio da tabela, – ainda podem descer para o 11º posto em caso de derrota com o Sporting CP – numa época em que ainda sonharam com as competições europeias. Entretanto já começaram a preparar a próxima época de olhos postos na Europa. Ricardo Soares já confirmou a saída, para lhe suceder fala-se em Luís Castro ou num regresso de Jorge Simão e o melhor marcador Fábio Martins vai regressar ao SC Braga. Já garantidos para a próxima época estão Rui Silva, lateral proveniente do Santa Clara, e Wilmar Jordán, avançado em tempos associado a Alvalade.

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O Chaves está de boa saúde financeira e desportiva, o actual presidente foi recentemente reeleito, o capitão Nelson Lenho, o especialista em bolas paradas Bressan e os guardiões António Filipe e Ricardo já renovaram e parece-me que enquanto se mantiver esta estrutura o bom futebol no Municipal de Chaves está garantido, trancando a sete chaves o clube na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: GD Chaves

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