Depois de um início de campeonato desastroso, os ‘Estudantes’ procuram inverter essa tendência. Após seis jornadas, uma vitória, três empates e duas derrotas, o mítico João Alves, novo treinador da Briosa, vai tentar entrar com tudo neste seu regresso e vencer já em Penafiel na próxima segunda-feira.

É inegável, quando se afirma que a Associação Académica de Coimbra – OAF é um dos grandes clubes de Portugal. Com duas Taças de Portugal no currículo, o clube já participou quatro vezes nas Competições Europeias e 64 (!!) na Primeira Liga Portuguesa, sendo um dos clubes com mais presenças no mais alto escalão do futebol português. Após a descida em 2016, o clube procura subir o mais rapidamente possível e acaba de mudar de rumo, com a troca de técnico.

Mau arranque

Foram várias as movimentações no plantel da Briosa. Primeiro que tudo, Carlos Pinto, após fazer subir os Açorianos do CD Santa Clara, aceitou o projeto de subir a Académica. Uma escolha que, na teoria, tinha tudo para dar certo.

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Quanto a contratações, destaque para as chegadas de Peçanha, Romário Baldé e Rúben Saldanha, mas, sobretudo, destaque para a aquisição surpresa de Hugo Almeida. O internacional português (19 golos em 57 jogos pela Seleção Nacional), com quase 200 golos oficiais na carreira, decidiu voltar a Portugal e assumir papel de destaque na Segunda Liga Portuguesa e no ataque dos ‘Estudantes’.

Hugo Almeida já leva quatro golos em cinco jogos e passará muito por ele o sucesso dos ‘Estudantes’
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

Olhando para o técnico e para o potencial do plantel, fica claro o favoritismo à subida, no entanto, o arranque foi terrível. A Académica começou logo a temporada a ser eliminada, em casa pelo Leixões SC, da Taça da Liga. Seguiram-se as primeiras quatro jornadas da Segunda Liga Portuguesa sem qualquer vitória: três empates e uma derrota.

O alarme e a pressão aumentaram consideravelmente, mas a primeira e única vitória na temporada chegou à quinta jornada (vitória de 0-2 em Faro sobre o SC Farense) e poderia ser um momento de viragem. Esse momento de viragem, não passou de uma ilusão, já que, logo no jogo a seguir, a Académica foi eliminada da Taça de Portugal pelo Juventude de Pedras Salgadas. Foi a gota de água e Carlos Pinto acabou dispensado. Depois do afastamento de Carlos Pinto, Vítor Vinha assumiu a equipa interinamente na receção ao Estoril-Praia SAD. O jogo não poderia ter corrido pior. Os ‘Canarinhos’ massacraram a Académica e venceram por 2-7 em Coimbra.

Regresso de João Alves

A direção tinha de tomar medidas e optou por um treinador mediático, com um cadastro enorme no futebol e com passado de sucesso na própria Académica. João Alves, de 65 anos, voltou ao ativo cinco anos depois e, apesar do contexto atual da Briosa, assumiu de imediato querer encarrilar a equipa novamente no caminho da subida. O ex-internacional português, que representou clubes como o SL Benfica ou Paris Saint-Germain enquanto jogador, já orientou os ‘Estudantes’ e até os fez subir à Primeira Liga em 2002.

O mítico João Alves poderá trazer outro fulgor e outra atitude à equipa da Briosa
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

O cenário de subida é ainda bem real já que a distância pontual, que separa a Académica dos lugares de subida, é de apenas oito pontos, que, convenhamos, na Segunda Liga Portuguesa, não significa grande coisa. No entanto, a margem de erro da Briosa é muito reduzida e terão já dois testes de fogo. Visitam o Norte, para enfrentar o CD Penafiel e recebem o Académico de Viseu FC, dois adversários que também têm ambições elevadas nesta liga.

A missão do técnico português passará muito por recuperar a confiança dos seus jogadores e sobretudo ganhar. Existe grande curiosidade em saber que sistema e modelo João Alves irá aplicar (não esquecer que não treina desde a época 12/13 e, todas as épocas, os treinadores mudam de opiniões e estratégias), sabendo-se que, nesta primeira fase, o importante será vencer. Uma coisa é certa, a Académica não baixará os braços e a pressão para regressar à Primeira Liga permanecerá.

 

Foto de capa: Associação Académica de Coimbra – OAF