Os alarmes começam a entoar pela liga e os mais vulneráveis serão aqueles que mais vão sofrer, a calamidade causada pelo covid-19 obriga a uma longa paragem em todas as atividades futebolísticas. Sem atividade não há rendimentos. Sem rendimentos não se consegue pagar aos atletas. O descontentamento daqueles que há muito não eram renumerados aumenta, o caso mais flagrante da nossa realidade é o CD Aves que não paga salários desde o início do ano corrente.

Aquilo que parecia uma questão de tempo, aconteceu, a situação insustentável dos salários em atraso, juntando à escassez de recursos nesta situação que nos afeta a todos, levou a que Quentin Beunardeau, dono da baliza avense, rescindisse o contrato. Este poderá ser a ponta do rastilho necessária para que vários colegas façam o mesmo.

O caso é inadmissível, tanto por ser um clube da Primeira Liga que tenta fugir à, quase certa, despromoção, como ver a falta de respostas dadas pela Liga de clubes e Federação. É lamentável ainda haver jogadores no principal escalão português nesta situação.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No comunicado aos adeptos, o francês revela que a grande instabilidade na SAD é um dos principais problemas do clube, o que leva a que funcionários e jogadores não consigam receber as compensações prometidas nos contratos assinados.

Anúncio Publicitário

Os seus representantes do jogador explicam este descontentamento como um acumular de situações e promessas não cumpridas pela direção.

Na realidade, vários clubes vão passar por dificuldades, é inevitável, a pandemia causou a paragem dos eventos o que leva ao surgimento de casos como este com alguma “regularidade”, principalmente em clubes mais deficitários de liquidez, que, ainda para piorar a situação, sofrem de uma escandalosa gestão financeira.

Para o guardião de 26 anos, o futuro é incerto. Não deverá sentir dificuldade para encontrar um novo clube, devido às suas capacidades, contudo o regresso de Beunardeau aos relvados não deverá acontecer esta época, tanto pela incerteza do seu regresso, como o pequeno espaço para novas contratações dos clubes.

A crise vai afetar todos, pequenos e grandes, a nós, adeptos, compete continuar a apoiar os nossos clubes, da maneira possível, e esperar que, após esta fase, os danos sejam mínimos e os clubes mantenham a mesma força já mostrada.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Comentários