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Cabeçalho Futebol NacionalNa época passada, o Clube Desportivo das Aves carimbou a subida ao máximo escalão do futebol português. O clube pertencente ao concelho de Santo Tirso, iria cumprir assim, a sua quarta presença na Primeira Liga.

E aquando da hora da subida, a direcção do clube respirava optimismo quanto às aspirações do clube da Vila das Aves no regresso à Primeira Liga, mostrando-se convencidos que o clube e a sua estrutura tinha condições para assegurar a manutenção na 1ª divisão, conseguindo assim um feito diferente das três anteriores participações.

Comecemos pelo início: em 2015, uma empresa portuguesa chamada Galaxy, constituída por sócios brasileiros e chineses comprou 70% do capital da SAD do clube por um valor de 750 mil euros, SAD essa que viria a ser presidida pelo brasileiro Luiz Andrade. Na altura, a nova SAD do clube acabaria por liquidar algumas dívidas que salvaram o clube da exclusão dos escalões profissionais e iniciaram um projecto que pretendia levar o clube de regresso à Primeira Liga num prazo de três anos.

Cumprido esse objectivo, a SAD presidida por Luiz Andrade encarregara-se de submeter o plantel a um forte investimento, apetrechando-o com vários jogadores com grande tarimba de Primeira Liga, como os casos de Adriano Facchini, Diego Galo, Vítor Gomes, Braga e Nildo Petrolina, bem como alguns jogadores com experiência nas competições europeias, tais como Paulo Machado, Gonçalo Santos e Sami, bem como alguns jovens promissores como Ryan Gauld e Christian Arango.

Terá Ricardo Soares tido tempo para criar rotinas na sua equipa? Fonte: CD Aves
Terá Ricardo Soares tido tempo para criar rotinas na sua equipa?
Fonte: CD Aves

Ao todo, foram 22 as contratações do Desportivo das Aves no último defeso, sendo que muitas delas deixaram os adeptos de água na boca e que fazia do clube, um candidato a surpreender na nova edição da Liga NOS. Na equipa técnica também houve mudanças, com o obreiro da subida José Mota a ser substituído por Ricardo Soares. O técnico que se estreou nos escalões profissionais na época passada, tendo mostrado serviço do FC Vizela e no GD Chaves, foi o escolhido para liderar a equipa no regresso à Primeira Liga. No entanto, o forte investimento no plantel dar-lhe-ia pouca margem de manobra caso os resultados não fossem convincentes.

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E foi o que acabou por acontecer. Estava previsto um começo difícil para o emblema avense no regresso à Primeira Liga, com receções ao Sporting CP, ao SC Braga e ao SL Benfica nas 10 primeiras jornadas. E apenas uma vitória e seis pontos conquistados ao cabo de oito jornadas ditaram a substituição de Ricardo Soares por Lito Vidigal.

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