CRÓNICA: EM DIA DE TEMPORAL, EMPATE FOI O RESULTADO POSSÍVEL

Foi numa manhã chuvosa que CD Cova da Piedade e GD Chaves se encontraram para a 21.ª jornada da Segunda Liga. Devido às condições climatéricas – e ao facto de ser o segundo jogo em quatro dias no Estádio Municipal José Martins Vieira – o nível qualitativo da partida acabou por sofrer.

A equipa visitante foi quem entrou melhor e depressa começou a criar ocasiões de perigo. Com o domínio da posse de bola e ao aproveitar o espaço entre os defesas e médios do Cova da Piedade, o Chaves conseguiu marcar à passagem do minuto 8, mas o lance foi anulado devido a fora de jogo.

O conjunto almadense ia mostrando alguma dificuldade em construir jogo. A sua posse de bola concentrava-se maioritariamente a meio-campo, mas a defesa visitante ia controlando as suas investidas com relativa facilidade. A primeira grande oportunidade de golo ocorreu aos 25 minutos quando Filipe Melo fez um belo passe a mudar o flanco de jogo para Firmino, que temporizou e cruzou para o segundo poste para Alex Freitas, mas no momento da decisão permitiu a defesa a Paulo Vítor.

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Com o aproximar do intervalo o Chaves continuava a dispor das melhores oportunidades, mas com um relvado muito pesado nenhuma das equipas conseguia impor o seu jogo.

O segundo tempo começou, mas com o agravamento das condições climatéricas ficou cada vez mais difícil as duas equipas jogarem, com vários passes a ficarem presos nas poças de água e lama que se iam formando.

Até ao final assistiu-se a uma batalha no meio-campo, com nenhuma das equipas a conseguir criar jogo ou assumir a posse de bola dado o estado do relvado, que se ia deteriorando com o passar do tempo. A quinze minutos do final, Roberto esteve muito perto de inaugurar o marcador para o Chaves com um remate acrobático, mas no lance seguinte, Cristiano Gomes cruzou do lado direito e Hugo Firmino fez o primeiro golo da partida.

Com o aproximar do fim, e quando já se esperava a vitória caseira, Roberto conseguiu devolver o empate ao Chaves aos 87 minutos. Wellington “picou” a bola para dentro da área e o avançado brasileiro conseguiu bater o guardião do Cova da Piedade, fazendo o 1-1 final.

 

 

A FIGURA

Hugo Firmino – Para além do golo marcado, Firmino foi sempre o homem mais esclarecido da equipa da casa ao transportar a bola para o ataque com velocidade e critério. Mesmo quando o estado do relvado começou a piorar, conseguiu manter o nível e corou a sua exibição com um golo.

 

O FORA DE JOGO

CD Cova da Piedade
Fonte: Leonardo Bordonhos / Bola na Rede

Estado do relvado – São Pedro não deu tréguas durante todo o encontro e a segunda parte acabou por ser uma luta a meio-campo pela posse de bola, em que foi impossível criar qualquer tipo de lance ofensivo com qualidade de passe.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Depois da partida de quarta-feira contra a UD Vilafranquense, o técnico Mário Nunes fez várias alterações no onze inicial, mas a equipa conseguiu manter o modelo de jogo, apostando em ataques rápidos. Hugo Firmino ia sendo uma das figuras principais no plano ofensivo, ao impor velocidade no jogo, mas dado o estado do tempo, a equipa acabou por ter dificuldade em construir através do passe.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

Cristiano Gomes (7)

Simão Jr. (7)

João Meira (6)

Filipe Melo (6)

Cele (6)

Cicero (6)

Bruno Alves (6)

Alex Freitas (7)

João Vieira (7)

Hugo Firmino (8)

SUBS UTILIZADOS

Patrão (6)

João Oliveira (7)

Zarabi (6)

Anthony Blondell (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Durante os minutos iniciais da partida o GD Chaves conseguiu algum ascendente ao explorar os espaços entre setores do Cova da Piedade através do passe. No entanto, com o passar dos minutos começou a ter mais dificuldade em ligar o seu jogo. Ainda assim, os visitantes tiveram as melhores oportunidades de golo durante toda a partida e chegaram ao empate com justiça.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (7)

João Correia (6)

Vasco Fernandes 7)

Rocha (6)

João Reis (6)

João Teixeira (7)

Luís Silva (6)

Nuno Coelho (6)

Niltinho (7)

Roberto (8)

Batxi (6)

SUBS UTILIZADOS

Jonathan Toro (6)

William (6)

Wellington (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Chaves

BnR: O relvado esteve praticamente impraticável devido à chuva, qual era o plano que tinham e de que forma tiveram que o alterar?

Vítor Campelos: Nós desde o início vimos que na zona central, o relvado estava muito difícil, mas vimos que nas laterais estava em melhores condições. Queríamos acelerar o jogo pelos corredores porque eram o sítio de onde podíamos tirar mais partido do estado do relvado, e foi isso que tentámos fazer. Creio que na primeira parte fizemos um jogo interessante, com algumas jogadas a tirar a bola da zona de pressão, a acelerar do lado contrário, que foi o que trabalhámos durante a semana e queríamos explorar, mas como a partir da segunda parte jogámos da forma que era possível.

CD Cova da Piedade

BnR: Foi um jogo difícil até pelo estado do relvado. O que achou da exibição e a forma como a equipa se conseguiu adaptar às condicionantes meteorológicas.

Mário Nunes: Foi um jogo tremendamente difícil, já estávamos à espera das dificuldades por enfrentarmos um adversário de valor tão elevado, depois também a previsão meteorológica já anunciava que pudesse acontecer isto. Penso que, dentro das dificuldades os meus jogadores adaptaram-se muito bem, estou extremamente orgulhoso daquilo que eles fizeram e muito triste pelo resultado por eles, porque lhes tinha dito “ganhem este jogo porque esta vitória é vossa”, a minha ação seria muito residual tendo em conta o tempo entre os dois jogos, e foi, e por isso é que estou mais triste, porque seria uma vitória muito merecida para os meus jogadores por aquilo que eles fizeram.