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Depois de ter conseguido, na jornada anterior, a primeira vitória desde dezembro, o CD Nacional recebia o Moreirense FC, num duelo pela sobrevivência na Primeira Liga. O encontro, salientavam os respetivos treinadores, não era decisivo, mas não deixava de ser importante para as contas dos dois emblemas. À entrada para a 29.ª jornada, as duas equipas encontravam-se separadas por apenas um ponto, com os madeirenses a ocuparem o 17.º lugar e os minhotos em 16.º.

Pressionado pela vitória do Tondela no sábado, frente ao Rio Ave, o Nacional procurava um importante triunfo caseiro sobre um opositor direto, na esperança de se distanciar de uma luta pela manutenção cada vez mais equilibrada.

Esperava-se um jogo aberto, neste duelo de aflitos, mas nem por isso houve espetáculo e as ocasiões dignas de registo não foram muitas. No olhar geral, um Nacional perdulário não se conseguiu sobrepor a um Moreirense que foi mais astuto.

Ao quarto de hora, os homens de Moreira de Cónegos conseguiram chegar à vantagem, quando, a passe de Rebocho, David Ramirez concretizou com um cabeceamento preciso. O Nacional tentava reagir, mas com grandes dificuldades em conseguir um jogo fluído, denotando-se uma equipa presa de movimentos inócuos e incapaz de atacar com perigo.

Com o Moreirense na frente do marcador, os comandados de Petit preocupavam-se sobretudo em defender o resultado e lançar contra-ataques. Com mais posse de bola, os madeirenses tentavam chegar à baliza de Makaridze, mas com muito pouca clarividência. Sem conseguir concretizar os cruzamentos, a equipa alvinegra só ameaçou as redes do Moreirense através de um livre de Tiago Rodrigues, que saiu bem perto do ângulo.

Quando o árbitro Manuel Oliveira apitou para o intervalo o Nacional não tinha ainda conseguido enquadrar o alvo.

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O Moreirense já não vencia para o campeonato desde o encontro em Paços de Ferreira

Na segunda parte, o Nacional procurou imprimir mais velocidade ao encontro, enquanto o Moreirense tentava um jogo mais cirúrgico, capaz de gerir os riscos. A estratégia dava resultado e os minhotos acabaram por quebrar o ritmo do adversário que não conseguia o ritmo frenético que indiciou nos primeiros minutos após o intervalo.

Aos 60 minutos João de Deus faz a primeira alteração, substituindo Willyan, um dos mais apagados por Vítor Gonçalves. A entrada do jovem português trouxe nova dinâmica aos dois últimos terços nacionalistas, mas a ineficácia na finalização comprometia as esperanças dos insulares.

Quando mexeu na equipa, Petit fê-lo para gerir o resultado, trocando o autor do golo, Ramirez por Sougou e Neto por Alan Schöns. Em resposta, João de Deus dava o tudo por tudo, tirando o lateral Victor Garcia e colocando o avançado cabo-verdiano Ricardo Gomes. Seguiu-se uma troca direta, com Salvador Agra a dar lugar a Zequinha, mas nem por isso o Nacional conseguia a igualdade.

Já nos descontos, Petit fez a última alteração, entrando Alex e para o lugar de Nildo. O jogo chegou pouco depois ao fim, com o Nacional a poder queixar-se apenas de si próprio, enquanto o Moreirense aumentou em quatro pontos o fosso para os lugares de despromoção. Valeu Adriano à equipa da casa, a impedir numa série de ocasiões o segundo golo do Moreirense.

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