A CRÓNICA: RITMO FRENÉTICO DITA JOGO DE MUITOS GOLOS

CD Nacional e SC Farense subiram, este sábado, ao relvado do Estádio da Madeira para discutir os três pontos na jornada 19 da primeira divisão do futebol português. Ao contrário do Nacional, que vem de uma série de quatro jogos sem perder, o Farense não sabe o sabor da vitória desde a jornada 13, quando venceu o Gil Vicente FC por 3-1, perspetivando, assim, um jogo intenso, com ambas as equipas em busca da vitória.

Assim, foi a equipa da casa que assumiu o “favoritismo”, fazendo uns quinze minutos iniciais de bom nível, gerando jogo quase sempre pelas alas do ataque alvinegro, ainda que sem ocasiões de perigo a registar. No entanto, o Farense subiu um pouco as suas linhas e galgou metros até à baliza do italiano Riccardo, conquistando, inclusivamente, três pontapés de canto seguidos. Nada que a defesa do Nacional não tivesse sido capaz de resolver, facilmente.

Só à passagem do minuto 28 é que os “espectadores” foram presenteados com uma defesa, digna desse nome, de um dos guarda-redes, a remate do franco-tunisino Azouni, que chutou de fora de área para uma defesa apertada de Rafael Defendi. Riccardo Piscitelli não quis ficar atrás e, aos 41´, fez uma grande defesa na cara do jovem português Madi Queta.

Um jogo muito equilibrado, sempre com bola cá, bola lá. Ambas as equipas a procurar o golo e um árbitro interventivo em muitos lances do jogo, foi assim a primeira parte de um jogo que abria o apetite para a segunda parte. O ritmo da segunda metade começou frenético e o Farense foi ameaçando a baliza do Nacional com diversos lances de perigo, até que num canto nasce o primeiro golo da partida, por parte de André Pinto.

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O CD Nacional estava obrigado a fazer pela vida e, num livro direto, Vincent Thil, o melhor até então dos madeirenses, chutou, ao ângulo, para uma enorme intervenção de Defendi. Mas, como quem não marca sofre, a formação de Faro viu a sua boa prestação ser brindada com o segundo golo, desta vez, por intermédio do `Messi Escocês´, Ryan Gauld, respondendo positivamente a um passe cheio de classe de Queta. Intensidade no máximo e novo golo, desta feita para o Nacional, a reduzir o marcador ao minuto 68´, com o lateral esquerdo João Vigário a fazer um grande golo.

O jogo esteve tão rápido que nem para pestanejar estava fácil. A equipa da Madeira subiu as suas linhas em busca do empate e, com isso, os ´leões de Faro´ iam aproveitando para, no contra-ataque, tentar fazer estragos junto da baliza de Piscitelli. Todavia, a tática de jogo resultou em cheio e o hondurenho Brayan Róchez cruzou para o primeiro golo de Pedro Mendes como ´alvinegro´. Uma segunda parte onde a intensidade estava no máximo, futebol bem praticado e com muitos golos, até que, aos 85´, Pedro Mendes marca novamente, mas… na própria baliza, estabelecendo o resultado em 2-3. Lance infeliz do avançado emprestado pelo Sporting CP.

Até final do jogo, sucedeu-se uma pressão imensa da equipa madeirense para chegar ao empate, inclusivamente, com uma ocasião algo polémica, nos últimos segundos, na área do Farense, na qual o árbitro Rui Costa assinalou falta de Róchez sobre Defendi.  Estava assim consumada uma vitória importantíssima para os interesses do Farense, mas por outro lado, uma mancha na sequência de quatro jogos sem perder da equipa do Nacional.

 

 

A FIGURA

Madi Queta – Não marcou, mas esteve em grande evidência no jogo, sendo dos jogadores mais energéticos, durante o tempo em que esteve em campo. Assistiu para o golo de Ryan Gauld, numa jogada digna do número que carrega, o ´10´. Genial. Extremo muito veloz e com uma técnica refinada. Deu muito trabalho aos defesas do Nacional, merece o destaque como figura do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

João Camacho – O madeirense de 26 anos fez um jogo muito abaixo daquilo que era expetável. Andou muito desligado do jogo, sobretudo na segunda parte, acabando mesmo por ser o primeiro a sair para dar lugar a Pedro Mendes. Nunca foi capaz de “fazer esquecer” Kenji Gorré, que tem sido dono e senhor da posição.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente aos ´leões de Faro´, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3, com o italiano Riccardo Piscitelli na baliza alvinegra. O brasileiro Kalindi à direita, Rui Correia (capitão) e Pedrão ao centro, e o português João Vigário à esquerda formaram o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente, jogaram mais libertos o tunisino Azouni e o jovem português Chico Ramos, ambos amarelados na primeira parte. Nas alas, o jovem técnico optou por utilizar um jogador mais criativo, como é Vincent Thill, que respondeu em campo com grande intensidade de jogo. Do outro lado, o madeirense João Camacho, devido ao acumular de amarelos de Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez, que jogou muitas vezes de frente para o jogo face ao jogo direto imposto pelos ´lançadores alvinegros´.

Com a entra de dois avançados ao minuto 65´, o Nacional passou a utilizar um 4-4-2, com Pedro Mendes e Brayan Róchez na frente de ataque e Vincent Thill e Bryan Riascos nas alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Kalindi (6)

Pedrão (4)

Rui Correia (4)

João Vigário (5)

Nuno Borges (4)

Azouni (5)

Chico Ramos (5)

Vincent Thill (6)

João Camacho (SC) (3)

Brayan Rochez (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)

Bryan Riascos (3)

Marco Matias (-)

Rúben Micael (-)

Witi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Para uma deslocação de, sensivelmente, 952 Km, o treinador da equipa visitante, Jorge Costa, fez alinhar 11 jogadores no sistema 4-2-3-1. O veterano guarda-redes brasileiro Rafael Defendi, com André Pinto e Eduardo Mancha, imediatamente à sua frente. O jovem Tomás Tavares, emprestado pelo SL Benfica, e Fábio Nunes (nas laterais) fizeram as escolhas defensivas da equipa de Faro. No meio-campo, Amine Oudrhiri e Lucca foram os homens no duplo pivot, sendo que o francês jogou como orquestrador e o brasileiro como destruidor. O papel criativo ficou a cargo de Ryan Gauld, que era também o responsável por capitanear a equipa, ao passo que as alas ficaram para os portugueses Licá e Madi Queta, com o brasileiro Pedro Henrique a ser o ´9´ do Farense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Defendi (6)

Tomás Tavares (4)

André Pinto (5)

Eduardo Mancha (4)

Fábio Nunes (SC) (4)

Jonathan Lucca (5)

Amine Oudrhiri (5)

Ryan Gauld (6)

Licá (5

Madi Queta (7)

Pedro Henrique (4)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (3)

Hugo Seco (-)

Filipe Melo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Farense, Jorge Costa

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao treinador do CD Nacional, Luís Freire

Artigo revisto por Mariana Plácido