CD Nacional e SC Farense regressam à Primeira Liga, enquanto que os últimos dois classificados, Casa Pia AC e CD Cova da Piedade descem para o Campeonato de Portugal. A decisão ficou tomada em sede de reunião, mas levantou alguns protestos.

O cenário de improbabilidade que rodeia o futebol chegou para todos e afetou especialmente a Segunda Liga Portuguesa que acabou, ainda que houvesse muitas questões colocadas relativamente ao seu cancelamento e à injustiça que representava para a maioria dos clubes.

Passados 18 anos, o Sporting Clube Farense festeja a subida à primeira divisão! Um clube histórico português regressa e o campeonato português consegue recuperar um estádio “à antiga”. Os clubes ganham um novo adversário (e que pesadelo de adversário, segundo a história conta de Faro). Os South Side Boys retornam das cinzas e demonstram como é ser um grupo que fez da resistência um modo de vida. Que voltem as faixas, o hino e a festa – que para já está em pausa- a equipa voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído. “És de Faro, és do Farense”!

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O outro subido vem das ilhas e foi notícia em todo o lado pela sua comemoração atípica. O plantel do CD Nacional dirigiu-se ao estádio da equipa para festejar com o uso de máscaras e respetiva distância de segurança (é de afirmar que isto não é totalmente verdade, mas a euforia era de tal enorme), não houve falta de música, champanhe e uma mensagem especial do treinador Luís Freire.

Cristiano Ronaldo também não ficou indiferente à notícia que recebera sobre a equipa que representou entre 1995 a 1997 (antes de ingressar no Sporting CP) e deixou uma mensagem de felicitação ao clube do ‘coração’, agradecendo a forma como foi recebido na Choupana e a época que realizaram.

Um cenário mais triste e sombrio é enfrentado pelos clubes que se despediram da Segunda Liga Portuguesa, o Casa Pia e o Cova da Piedade. O treinador dos piedenses, João Alves, demonstrou-se seriamente descontente com a decisão ditada pela direção da Liga afirmando que isto é “uma das maiores vergonhas do futebol português”. O sentimento de revolta é algo caraterístico em ambas as equipas, mas João Alves vai além e deixa no ar questões sobre a possibilidade (ou não) deste cenário acontecer caso fosse o FC Porto B e o SL Benfica B a ocupar os lugares de descida.

Ainda aproveita para falar sobre a necessidade de uma desinfestação no futebol português e é de louvar a coragem por isso!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

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