CF União 1-0 SC Covilhã: Tiro de Carvalhas mantém vivas as esperanças da salvação

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À entrada para a 35.ª jornada da Segunda Liga, defrontavam-se, na Ribeira Brava, duas equipas que procuravam amealhar pontos preciosos para a fuga aos lugares de despromoção. Bastante pressionado nessa luta estava o CF União, quatro pontos abaixo da ‘linha de água’, ao passo que o SC Covilhã se encontrava mais tranquilo, a meio da tabela, embora a sua margem não fosse particularmente confortável.

Face a esse mesmo cenário, desde cedo se tornou nítido que o empate servia as intenções dos serranos. O União, por seu turno, jogava sobre brasas, e também isso se evidenciava cada vez mais, a cada jogada. A frustração começava a fazer-se sentir, até porque até à meia-hora, foram muito poucas as ocasiões criadas por qualquer um dos lados. Só aos 33 minutos os madeirenses fizeram trabalhar o guarda-redes forasteiro, quando Nduwarugira atirou forte, de fora da área, para a defesa vistosa de Vítor São Bento.

O Covilhã geria, enquanto o União procurava assumir o jogo, mas com dificuldades para furar a defensiva serrana. A equipa azul e amarela jogava demasiado para o lado e para trás, demonstrando pouca objetividade.

As verdadeiras ocasiões só apareceram já no final da primeira parte. Aos 44’, Júnior dispôs daquela que era, à altura, a melhor jogada do encontro, mas a concluir, o cabo-verdiano chutou contra São Bento. Na resposta, Reinildo reclamou para si a soberana ocasião do primeiro tempo, atirando por cima, com a bola a rasar ainda o travessão da baliza de Chastre.

Rui Costa apitou, pouco depois, para o fim dos 45 minutos iniciais, e o intervalo pareceu fazer bem à formação caseira. Reentrou melhor o União na segunda parte, conseguindo desde logo duas boas oportunidades, assinadas por Betinho e Flávio Silva, nos primeiros cinco minutos.

O momento do jogo. Livre cobrado por André Carvalhas e um golo de belo efeito

O desfecho, contudo, era quase sempre o mesmo, acabando a bola longe da baliza. Muita vontade, mas pouco engenho e clarividência resumiam o jogo unionista, até pouco depois dos 60 minutos, altura em que chegou a explosão de alegria para os adeptos que marcaram presença no estádio, apesar da tarde fria e chuvosa.

À passagem da hora de jogo, o União conquistou um livre em posição frontal à baliza de São Bento. André Carvalhas não podia ter pedido melhor posição para fazer o gosto ao pé, e na conversão, o médio fuzilou as redes serranas, fazendo o primeiro golo da partida.

Com o tento unionista, adivinhava-se uma inevitável reação do Covilhã, pelo que o jogo se tornou mais aberto e interessante. Os leões da Serra aproximaram-se pela primeira vez nos segundos 45 minutos da área de Chastre, e ainda provocaram alguns calafrios aos homens de Ricardo Chéu.

Foi, no entanto, o União a estar mais perto de dilatar a vantagem, quando já aos 78’, Júnior aproveitou uma escorregadela de Paulo Henrique, e foi sozinho, galgando terreno até à baliza contrária. São Bento fez a mancha e defendeu, já no limite da área, oferecendo o corpo às balas.

Até aos 90 minutos, o Sporting da Covilhã ainda tentou exercer pressão sobre os madeirenses, mas o resultado não se alterou. Com o último apito de Rui Costa chegou o final para um jogo que valeu pelo futebol praticado na segunda parte. Depois da surpreendente vitória na jornada anterior, sobre o Académico de Viseu FC, no Fontelo, o União somou mais três importantes pontos para se manter vivo na luta pela manutenção.

CF União

Chastre, Tiago Moreira, Allef Nunes, Miguel Lourenço, Sylla, Nduwarugira (Ciss, 64’), André Carvalhas (Bruno Morais, 75’), Danilo Dias (Peterson, 91’), Júnior, Flávio Silva e Betinho

SC Covilhã

Vítor São Bento, João Dias, Zarabi, Abalo, Paulo Henrique, Makouta (Adul Seidi, 66’), Boubakary Diarra (Vitó, 79’), Índio (Gilberto, 55’), Fatai, Renato e Reinildo Mandava

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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