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Habituado a lutar pelas posições de acesso à Liga Europa, foi com esse objetivo que o Marítimo iniciou esta época. Os bons resultados iniciais e a qualidade de jogo apresentada pela equipa de Daniel Ramos, faziam prever que a equipa madeirense conseguisse, pelo menos, manter-se na luta europeia até ao terminus da temporada. Alguns jogadores, como Bebeto, Gamboa e Rodrigo Pinho, demonstraram desde sedo serem reforços na verdadeira acessão da palavra, tendo um papel importante na manobra da equipa “maritimista”.

O lateral Bebeto revelou-se um dos bons reforços para esta temporada Fonte: Dominiodebola.com
O lateral Bebeto revelou-se um dos bons reforços para esta temporada
Fonte: Dominiodebola.com

No entanto, ao observarmos a tabela classificativa, verificamos que são já 17 os pontos que separam o Marítimo da quarta posição, a ultima que dará acesso às competições europeias. O facto de uma das meias-finais da Taça de Portugal ser disputada por uma equipa de um escalão inferior e outra que, sendo do principal escalão não terminará a época em lugares europeus, faz com que apenas os quatro primeiros classificados da Liga NOS consigam o acesso à Europa.

Analisando a sequência de resultados ao longo da época, existe uma conclusão a que podemos chegar. Existe um Marítimo antes da eliminação da Taça de Portugal aos pés do Cova da Piedade e outro Marítimo após esse episódio. O guião da temporada vinha a ser bastante positivo, mas após essa queda o filme não mais foi o mesmo. A reação no jogo seguinte até foi positiva, conseguindo derrotar em casa a equipa do Sporting de Braga, mas a partir daí e até ao momento, o Marítimo apenas logrou uma vitória, ante o União da Madeira, para a Taça da Liga. Quanto ao campeonato, desde aí somou seis derrotas e dois empates, tendo sido a derrota por três bolas nos Barreiros frente ao Portimonense o resultado mais inesperado.

A eliminação da Taça de Portugal frente ao Cova da Piedade revelou-se momento fulcral na época Fonte: fpf.pt
A eliminação da Taça de Portugal frente ao Cova da Piedade revelou-se momento fulcral na época
Fonte: fpf.pt

Nessa mesma partida, foi possível verificar que o Marítimo continua a ser uma equipa que troca bem a bola, que tenta aproveitar os jogadores fortes tecnicamente que possui, mas, no entanto, não consegue chegar na frente de uma forma mais objetiva que lhe permita criar mais oportunidades de fazer golo e concretizá-las. No lado oposto, o processo de transição defensiva também demonstra graves falhas, que terão que ser corrigidas para que, principalmente nos jogos disputados no “Caldeirão”, o Marítimo possa assumir as rédeas do jogo e travar as transições ofensivas dos seus adversários.

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Resta saber se o grupo conseguirá ter a força mental para ultrapassar esta fase e voltar a demonstrar a qualidade que já mostrou nesta mesma temporada. Estando a manutenção praticamente garantida e as hipóteses europeias praticamente afastadas, resta aos “maritimistas” tentarem alcançar a melhor marca de pontos possíveis, e voltarem a valorizar os seus jogadores como tão bem têm conseguido ao longo dos anos.

Foto de capa: ab4.pt