Após uma temporada a “encher chouriços”, com a subida à Primeira Liga garantida e sem pontuar no Campeonato de Portugal, o Gil Vicente FC tem a dura tarefa de constituir um grupo de trabalho praticamente do zero e tentar garantir a permanência no principal escalão do futebol português.

Com 18 presenças na Primeira Liga, a última em 2015, os gilistas procuram estabilizar na elite do nosso futebol tendo uma temporada que se antevê muito difícil pela frente. Após mais uma relíquia do nosso futebol português, com a reintegração do Gil Vicente FC a ser arrastada por mais de uma época, o Galo está de volta, depois de uma temporada passada dois escalões abaixo com 23 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. A equipa que não pontuava esta temporada, vai sofrer perto, ou até mais, de vinte alterações, começando desde logo no líder da equipa técnica.

Nandinho, antigo jogador do clube, que já tinha orientado o Gil Vicente FC na Segunda Liga, depois de uma temporada de interregno da atividade, voltou no verão de 2018 ao clube, com a expetativa de preparar uma equipa competitiva, que pudesse aproveitar alguns jogadores para a Primeira Liga. No entanto, quase nenhum jogador vai “resistir” a esta escalada de duas divisões de uma vez e nem mesmo Nandinho conseguiu garantir o seu lugar.

Vítor Oliveira apelidou este desafio como o “projeto mais difícil do futebol português”
Fonte: Gil Vicente FC

O “Rei das subidas”, Vítor Oliveira, após nova subida de divisão à Primeira Liga, volta ao topo do futebol português. Habituado a assumir candidaturas à Primeira Liga e em constituir plantéis de qualidade para tal, o experiente técnico tem agora que construir um grupo que tenha a capacidade de se aguentar na Primeira Liga.

Um misto de experiência e juventude será a resposta na constituição do plantel. Existem vários jogadores a terminarem contrato (é habitual em Portugal assinar-se por apenas uma época nos clubes fora do Top 10 da Primeira Liga), o mesmo é dizer que existem várias oportunidades de mercado para os gilistas. Uma coisa é certa, argumentos para construir uma equipa de qualidade, não faltará ao Gil Vicente FC.

Rúben Fernandes tem tido uma carreira impecável por onde passa
Fonte: Gil Vicente FC

A direção, após aposta num dos treinadores mais cotados do nosso futebol, já garantiu dois reforços de qualidade para o ataque à permanência: Fábio Abreu e Rúben Fernandes.

Abreu é um avançado de 26 anos, contratado ao FC Penafiel da Segunda Liga. Um reforço extremamente interessante e um dos elementos mais cotados dessa mesma divisão. Potente, rápido e com golo (tem mais de 50 golos na carreira em partidas oficiais), joga preferencialmente nos corredores, tendo feito carreira nos escalões amadores de Inglaterra, no CS Marítimo (onde se estreou na Primeira Liga, apesar de jogar mais pela equipa “B”). Nas últimas duas temporadas, no FC Penafiel, realizou 69 jogos oficiais e apontou 20 golos.

Rúben Fernandes, que tanto pode jogar no eixo defensivo, como a defesa esquerdo ou até a “6”, é uma super contratação e uma prova que o Gil Vicente FC não será coitadinho esta época. O defesa de 33 anos, vem de nova excelente temporada pelo Portimonense SC, sendo que, desde 2011, é sempre um dos titulares indiscutíveis das equipas que representa (inclusive com passagem de duas épocas na Primeira Liga Belga), o que demonstra bem da qualidade deste jogador.

Nunca será fácil para um clube começar uma equipa do zero numa realidade totalmente diferente dos últimos anos, no entanto, este tipo de aquisições revelam que os gilistas estão de regresso e estão com intenções de ficar.

 

Foto de Capa: Gil Vicente FC

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