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Numa manhã de domingo, o António Coimbra da Mota abriu portas a mais um jogo da segunda liga, desta vez a contar para a 21ª jornada do segundo escalão do futebol português.

Ambas as equipas precisavam de pontuar esta manhã no Estoril, mas por motivos completamente antagónicos: o Estoril Futebol SAD precisava da vitória para manter o sonho da subida invicto e, por outro lado, o GD Cova da Piedade precisava de obter um resultado positivo para consolidar a luta pela manutenção que se tem avigorado bastante renhida. Aliás, como é bem caraterístico das equipas deste segundo escalão.

O Estoril entrou mais atrevido e logo aos dois minutos obrigou mesmo Fanacoura a intervir e a negar o golo à equipa da casa. Porém, o atrevimento visto nos minutos iniciais da partida esmoreceu e as oportunidades da equipa da linha traduziram-se basicamente em lances sem nexo. Verdade seja dita: mérito para a equipa do Cova que, apesar de ter entrado algo adormecida, ao longo do tempo conseguiu fechar as linhas e assim impossibilitar que o Estoril criasse lances de perigo iminente.

A equipa do Estoril teve controlo do jogo durante maior parte do primeiro tempo, mas a exibição não convenceu ninguém. A frente de ataque esteve especialmente desajeitada e, essencialmente, muito perdulária. Muitos foram os cruzamentos e remates sem nexo e muitas foram as jogadas que se perderam para lá das quatro linhas. O golo só viria mesmo a aparecer aos 27 minutos, num lance de grande penalidade convertida por Sandro Lima. Uma falta de Coronas sobre Gorré dentro da área deu, então, origem ao golo da equipa da casa.

Até certa altura da partida, mas essencialmente até aos 35 minutos, todos os lances de perigo do Cova da Piedade pautavam-se por erros da equipa de Bruno Baltazar, mas o cenário inverteu-se nos instantes finais do primeiro tempo. Nessa mesma altura, enquanto que o Cova subia as suas linhas, o Estoril via jogar. A desconcentração da equipa da linha suscitou alguns protestos da bancada.

O jogo foi também pautado por contestações por parte dos adeptos estorilistas e até de alguma impaciência
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte teve direito a mais espetáculo com o Cova em ascendente. O Estoril, por sua vez, mostrou-se uma equipa ansiosa e a certa altura muito perdida no seu meio-campo. Faltou conexão de jogo aos canarinhos e isso criou muitas dificuldades na saída de bola, principalmente numa partida onde o jogo no meio campo foi sempre muito bem disputado. Ainda assim, com a entrada de Furlan, o Estoril conseguiu equilibrar o seu meio-campo. Como já nos habituou, assim que entrou, conseguiu fazer a diferença. Aos 73 minutos, e um pouco contra a maré do jogo, o Estoril consegue marcar golo por intermédio de um autogolo de Dieguinho que é infeliz na abordagem ao lance e deixa que a bola entre na própria baliza. Thierry é apanhado de surpresa e não tem qualquer hipótese.

O Cova da Piedade, para aquele que ocupa a última posição da tabela classificativa, mostrou um futebol bastante simpático para as aspirações de uma equipa nesse mesmo lugar da tabela. Mas a verdade é que nenhuma das equipas deu espetáculo dentro de campo. As exibições foram tímidas e o desfecho do jogo ficou essencialmente marcado pelo pragmatismo que, ironia do destino, por vezes tem faltado à equipa do Estoril. A equipa da casa foi mais eficaz e, mesmo sem jogar bonito, conseguiu mesmo arrecadar mais três pontos essenciais na corrida para a subida de divisão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril Futebol SAD: Thierry, Cícero, Filipe, Belima (Ibra Koneh, 64’), André (J. Patrão, 66’), J. Góis (Furlan, 78’), P. Queirós, João Pedro, Miguel R., Gorré, Sandro Lima.

GD C. Piedade: J. Fanacoura, Cele, Willyan,, Evaldo, H. Firmino (Dieguinho, 68’), Coronas, B. Diarra, Yan Victor (Pereirinha, 81’), A. Stanley, Sami (Miguel Rosa, 81’), Allef Nunes.

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