A CRÓNICA: OS ERROS PAGARAM-SE CARO PARA O PORTO

Foi num Estádio Dr. Jorge Sampaio “despido”, que FC Porto B e FC Penafiel entravam nesta quarta jornada na procura de um resultado positivo, que fizesse esquecer os pontos perdidos do jogo transato.

Dito isto, depois de duas derrotas consecutivas, o FC Penafiel procurava auferir uma resposta destemida perante um FC Porto B que, por outro lado, não perdia desde a primeira jornada. Duas equipas a viverem momentos diferentes, porém, ambas com o objetivo de voltarem às vitórias.

Foi um FC Porto B transfigurado e com várias mexidas relativamente aos últimos três encontros que tomou a iniciativa da partida e quem deteve o comando das operações. Apesar de muito agitado no lado direito do terreno, foi através de uma bola parada no lado esquerdo onde surgiu a primeira oportunidade flagrante através de Boateng, depois de um bom cruzamento do reforço Carlos Gabriel.

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As oportunidades iam-se sucedendo por parte da equipa orientada por Rui Barros, contudo o FC Penafiel aproveitou uma oferta de Ebuka, que com um passe atrasado isolou Mateus no frente a frente diante Ricardo Silva, pelo que o avançado angolano não vacilou e abriu o marcador no Dr. Jorge Sampaio, ao minuto 27.

Aberto o marcador, o FC Porto B caiu emocionalmente e os penafidelenses conseguiram respirar um pouco mais com bola. No entanto, novamente contra a corrente do jogo e após várias ações ofensivas pouco cerebrais, a equipa azul e branca, conseguiu sair para os balneários com um golo também ele pouco cerebral e muito fortuito, naquele que se verificou um auto golo por parte de David Santos, depois de um cruzamento traiçoeiro de Rodrigo Conceição.

Já com Ebuka no banco e Tiago Matos no 11, o FCPorto entrou novamente bem na partida, não obstante permitiu nova vantagem do FC Penafiel. Foi através de uma bola parada e de um alívio mal concebido da defensiva azul e branca que surgiu o remate frontal e incisivo de Simão Azevedo, que restabeleceu a vantagem penafidelense no marcador.

Posteriormente ao segundo golo dos visitantes, Rui Barros respondeu e colocou Francisco Conceição e Igor Cássio. Se por um lado, Francisco conseguiu várias vezes quebrar a linha média penafidelense, Igor raras vezes colocou em sentido o quinteto defensivo contrário. O tempo passava e as oportunidades não apareciam, seja em transição ou jogo posicional, o FC Porto B, pouco mais assustou o FC Penafiel.

Ambas as equipas lutaram pelo resultado, porém foi a equipa que menos erros cometeu a sair com os três pontos.

Com esta vitória fora de casa, a equipa orientada por Pedro Ribeiro respira fundo, ascendendo para o 6º lugar nesta Segunda liga, enquanto por outro lado, a «turma» de Rui Barros desce para a oitava posição na tabela.

 

A FIGURA

Fonte: FC Penafiel

Simão Azevedo – Decisivo a garantir o equilíbrio entre o meio campo e o ataque, forte sem bola e com ela foi muito objetivo e destemido no momento de atacar o 1×1 e definir. Foi o autor do segundo golo da equipa do FC Penafiel, com um gesto técnico de elevada dificuldade, fechando a partida em 1-2.

 

O FORA DE JOGO

Rui Barros – O treinador azul e branco mexeu em várias peças relativamente ao último jogo e o sucesso não se sentiu, obrigando a rápidas mudanças ao intervalo, que todavia tardaram. Francisco mexeu com o jogo e Tiago Matos ofereceu outra disponibilidade com bola, porém ambos não alteraram as dinâmicas ofensivas da equipa. Tudo isto, perante um treinador adversário (Pedro Ribeiro) que por outro lado estava consciente daquilo que iria enfrentar.

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A «turma» de Rui Barros entrou em campo, no habitual 4-1-4-1, não obstante com protagonistas diferentes. Desde logo, a presença de Gonçalo Borges foi bem notória na maioria dos desenlaces ofensivos, sendo múltiplas vezes chamado para o momento da definição e criação. Outro protagonista diferente e notório foi Ebuka, contudo este pelos piores motivos, ao passo que o médio nigeriano ofereceu o golo aos visitantes e cometeu vários erros que comprometeram o coletivo no momento defensivo.

Com as substituições ao intervalo, a equipa aquipa azul e branca alternou para um 4-4-2 no momento de ferir a baliza visitante, colocando Namaso atrás de Igor Cássio. A dinâmica ofensiva também sofreu algumas mutações, na medida em que Francisco Conceição ofereceu outra irreverência e permitiu maior largura e profundidade a Rodrigo Conceição.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Namaso (5)

João Marcelo (6)

Johan Gómez (6)

Gonçalo Borges (7)

Pedro Justiniano (6)

Rodrigo Conceição (7)

Carlos Gabriel (6)

Ebuka (2)

Boateng (4)

Rodrigo Valente (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Tiago Matos (5)

Francisco Conceição (6)

Igor Cássio (4)

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PENAFIEL

A equipa orientada por Pedro Ribeiro alinhou num 5-2-3, encostando Capela junto da linha defensiva, obstruindo ao máximo as ações na profundidade por parte de Namaso. Compactos e muito comunicativos, a equipa de Penafiel pouco espaço concedeu aos criativos do meio campo azul e branco (Rodrigo Valente/Gómez), obrigando a arrastar o jogo do oponente para o exterior e consequentes cruzamentos infrutíferos.

Ofensivamente, por fim, foi através dos extremos criativos (Wagner e Simão) e de Mateus na luta nas costas da defensiva portista, que o FC Penafiel conseguiu alertar mais vezes a defensiva azul e branca.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Ribeiro (7)

David Santos (3)

Leandro (6)

Wagner (6)

Coronas (6)

Franco (6)

Simão (8)

Paulo Henrique (6)

Mateus (8)

Vasco Braga (7)

Capela (6)

SUBS UTILIZADOS

Ronaldo Tavares (5)

Ludovic (5)

Gustavo Henrique (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

FC Porto B

BNR: Gostaria de saber o que faltou à equipa, principalmente no último terço, para conseguir criar mais vezes desiquíbrios na defensiva do FC Penafiel que esteve sempre muito compacta.

Rui Barros: «Acho que faltou-nos mais profundidade. Na primeira parte conseguimos aproveitar um erro individual nas costas da defesa, na segunda parte, fecharam-se e não encontramos grandes espaços para o “tal bola nas costas”. Ficaram uma equipa muito compacta e na segunda liga quando se põe esta garra de ganhar torna-se difícil desbloquear.

FC Penafiel

BNR: O mister Rui Barros considerou uma tremenda injustiça este resultado, gostaria de saber a sua opinião e se achou que foi justo.

Pedro Ribeiro: «Achei justo, assim como achei justo nos últimos dois jogos que perdemos. A equipa que é mais eficaz no futebol ganha e a equipa que esteve mais focada e concentrada, com a atitude competitiva mais forte ganhou o jogo de forma merecida.»

BNR: Considera que a sua equipa foi mais forte mentalmente e que isso foi um dos principais fatores chave para atingir a vitória?

Pedro Ribeiro: «Sim, depois de 2 derrotas consecutivas em que nos sentimos melhores em campo, era importante voltar a ganhar, portanto hoje mais do que tudo era importante voltar a ganhar e a minha equipa sentiu isso e conseguimos, com mérito, contra uma equipa recheada de bons jogadores.