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Porto e Chaves entraram em campo em situações distintas na Liga NOS, porém ambos muito pressionados. O Porto tinha a obrigação de vencer para seguir na liderança, junto com o Sporting, da competição. Já o Chaves havia somado apenas um ponto no campeonato e precisava de, pelo menos, sair com um empate do Dragão para iniciar a sua reação na competição e fugir da zona de descida. Antes de a bola rolar, o médio Danilo Pereira recebeu o prémio de melhor onze da Liga NOS 2016/17 e o médio avançado Hernâni recebeu da Liga o prémio de melhor golo da época passada.

O jogo iniciou bastante equilibrado. Nos primeiros 15 minutos o FC Porto teve mais posse de bola e sempre buscava chegar ao ataque com jogadas pelas pontas. Corona aberto pela direita e Brahimi aberto pela esquerda eram os alvos preferidos para receberem a bola dos seus companheiros. O Chaves, inteligentemente, sabia da diferença técnica entre as equipas e jogou de maneira fechada com apenas o atacante William atuando mais no campo ofensivo. Porém, quando tinha a posse de bola não se acomodava e tentava surpreender os donos da casa. Mas o FC Porto não sofria real perigo contra a sua baliza.

Apesar da maior preponderância portista, a equipa não conseguia criar boas chances para abrir o marcador. O treinador Sérgio Conceição não estava a gostar do que via e logo aos 20 minutos de jogo colocou três jogadores no aquecimento: Otávio, Ricardo Pereira e Hernâni.

Aos 27 minutos o Chaves teve a melhor oportunidade do jogo para balançar as redes. O avançado William chutou de frente ao guarda redes Iker Casillas que fez uma grande defesa.
O primeiro tempo terminou com o Chaves tendo a melhor oportunidade de marcar o golo e o FC Porto sem muita criatividade nas jogadas ofensivas. O argelino Brahimi se destacava ao buscar o jogo tanto pela ponta esquerda como pelo meio, mas parecia solitário no ataque inoperante e não inspirado do FC Porto.

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Na volta para a etapa final o FC Porto retornou modificado. Sérgio Conceição sacou o mexicano Jesus Corona para a entrada do avançado brasileiro Tiquinho Soares. O brasileiro havia-se lesionado ainda no primeiro jogo do FC Porto no campeonato e voltava justamente hoje à equipa. Já o Chaves retornou com a mesma equipa da primeira parte.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

A substituição do treinador portista funcionou rapidamente. Logo aos 49 minutos Soares avançou pela direita, tocou no meio para Brahimi que fez um túnel genial para o camaronês Aboubakar que tirou da jogada o seu defensor e chutou sem chances para o guarda redes Ricardo Nunes. A bola ainda desviou no ala Paulinho, do Chaves, antes de entrar na Baliza. Porto 1 x 0 Chaves para a alegria dos adeptos portistas presentes no Dragão.

O golo ascendeu o brio dos portistas e aos 60 minutos Tiquinho Soares quase ampliou o marcador após jogada de canto ensaiada.
Aos 70 minutos o Chaves teve uma excelente oportunidade para empatar o jogo. Após um ótimo cruzamento de Paulinho, o avançado William sozinho quase na pequena área arrematou para fora da baliza de Iker Casillas. A essa altura de jogo o FC Porto vencia, até com justiça, mas as melhores oportunidades de golo foram do Chaves.

Aos 81 minutos o Chaves construiu uma boa jogada ofensiva que terminou no arremate para fora de Tiago Galvão. Os constantes perigos à baliza do Porto fizeram o treinador do FC Porto Sérgio Conceição mexer novamente na equipa. O argelino Brahimi deu entrada para o médio André André. A intenção do treinador era fortalecer o meio de campo portista.

Aos 85 minutos o árbitro assinalou pénalti para o Porto após o toque de mão na bola dentro da área do defensor do Chaves. Penalti assinalado corretamente e na cobrança o avançado Soares falhou, mas no rebate do guarda redes o brasileiro fez o segundo golo portista no confronto.

O FC Porto liquidou a partida dois minutos após o golo de Soares. Em um ótimo cruzamento de Óliver Torres pela esquerda o maliano Marega chutou cruzado de primeira para fazer o terceiro golo portista no jogo.

O FC Porto foi a equipa que mais se dedicou ofensivamente e fez uma ótima segunda parte de jogo. Já o Chaves lutou bastante em campo e se não fosse os incríveis golos perdidos pelo avançado William Oliveira poderia ter complicado bastante a vida do FC Porto.

Foto de Capa: dominiodebola.com

Artigo revisto por: Beatriz Silva

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Enquanto criança queria ser jogador de futebol e para o bem dos torcedores do Atlético Mineiro não foi aprovado no teste. Encontrou nas palavras a melhor maneira de se expressar sobre a sua paixão, o futebol. Amante do futebol brasileiro e do futebol alternativo, acorda facilmente às três horas da madrugada para ver um jogo do campeonato neozelandês.                                                                                                                                                 O César escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico e todos os artigos são redigidos em português do Brasil.