O jogo de abertura da jornada 24 ficou marcado por mais uma noite inspirada de Francisco Trincão. A partida colocou frente a frente SC Braga e Portimonense SC, dois conjuntos em momentos de forma muito diferentes. A equipa da casa, depois de uma semana agitada marcada pela troca de técnicos levada a cabo por António Salvador, procurava dar sequência aos resultados positivos na liga na luta pelo terceiro lugar do pódio, agora sob as ordens de Custódio, perante uma equipa orientada por Paulo Sérgio que não vencia há onze jornadas, estando por isso desesperada para pontuar e escapar assim aos lugares de descida.

De destacar mais uma exibição de grande nível do jovem português – Francisco Trincão. A qualidade em cada lance colocam-no num patamar superior. No jogo ontem à noite esteve em todo o lado. Fez o primeiro golo e esteve nos outros dois, numa exibição de alto quilate. Saiu por volta dos setenta minutos para a grande ovação da noite.

Por outro lado, tivémos o capitão do Portimonense que foi a cara do desacerto dos homens da defesa no jogo desta noite. Foi da sua má abordagem perante Paulinho que resultou no primeiro golo do Braga e que dificultou ainda mais a tarefa da sua equipa. O Braga marcou três golos e teve ainda três bolas nos ferros, o que demonstra bem as fragilidades reveladas.

Custódio manteve o esquema implementado com sucesso por Rúben Amorim e que tão bons resultados tem trazido à equipa do Braga. Os princípios de jogo mantiveram-se com o Braga sempre muito dinâmico a circular bem a bola e com uma defesa alta que permitia recuperar o esférico praticamente na linha de meio-campo. A equipa controlou o jogo com bola, foi criando oportunidades enquanto não permitia qualquer veleidade a uma equipa do Portimonense sem argumentos para mais. Destaque para o papel de Francisco Trincão na manobra ofensiva da equipa, na forma como se envolve com os companheiros e é responsável por grande parte dos lances de perigo do conjunto minhoto.

Anúncio Publicitário

Já a equipa de Paulo Sérgio passou a ideia de que vinha tentar aguentar o resultado. Foi curto. Desde cedo que o Braga encontrou formas de ultrapassar a frágil defesa do Portimonense. Falhas individuais, posicionamentos incorretos, a que se juntou uma incapacidade gritante para ter bola tornaram a turma de Portimão uma presa fácil no jogo desta noite. Os homens que entraram na segunda parte agitaram com o jogo, contudo revelaram-se incapazes de mudar o rumo de uma partida sentenciada desde muito cedo. O conjunto orientado por Paulo Sérgio tem que fazer muito melhor para garantir a manutenção na primeira liga.

Os minhotos foram dominando o encontro, instalados no meio campo defensivo do Portimonense e a conseguirem recuperar a bola muito à frente, fruto de uma linha defensiva bastante subida, com os algarvios incapazes de sair a jogar e ameaçar assim a baliza de Matheus. À meia hora de jogo o Braga passou finalmente para a frente do marcador. Má abordagem do capitão da equipa Jadson, permitiu a Paulinho fugir pelo corredor esquerdo e assistir já dentro da área para conclusão fácil do talentoso jovem Francisco Trincão que apenas teve que encostar.

Em vantagem, o Braga continuou a desenhar bons lances ofensivos, e foi Ricardo Esgaio quem esteve perto de aumentar a vantagem à passagem do minuto 37 a responder com um bom cabeceamento a um cruzamento largo vindo da esquerda. Já perto do intervalo, após marcação de um livre indireto, a bola sobrou para Francisco Trincão que depois de bailar no interior da área, atirou para defesa incompleta de Gonda que deixou a bola à mercê de Raúl Silva, que não perdoou e atirou a contar fazendo assim o 2-0 com que terminaram os primeiros 45 minutos.

Fonte: SC Braga

A segunda parte começou como terminou a primeira, com golo do Braga. Transição rápida com Paulinho a libertar Francisco Trincão no corredor direito, com este a cruzar rasteiro para o coração da área onde Ricardo Horta concretizou com um remate colocado de pé direito. Estava feito o 3-0 que praticamente sentenciava a partida. Mesmo num ritmo mais baixo, o Braga continuava a ser a equipa mais perigosa, e novamente numa transição rápida à passagem do quarto de hora, Paulinho viu o que seria um belo golo ser devolvido pela barra, na terceira bola nos ferros da partida. A partir daqui os bracarenses limitaram-se a gerir o jogo a seu bel prazer, com o Portimonense a conseguir rematar apenas por duas vezes à baliza de Matheus.

Com as linhas mais recuadas, o Braga convidava o adversário a subir, para depois explorar as suas debilidades defensivas em transições rápidas. Com mais de dez minutos para jogar Vaz Tê ainda colocou a bola no interior da baliza minhota, lance que seria invalidado por indicação do VAR. Já depois dos noventa minutos, tempo ainda para Aylton Boa Morte fazer o tento de honra dos visitantes. Vitória confortável na estreia de Custódio com uma exibição dominadora traduzida em três golos marcados numa partida em que dominaram por completo.

 

Comentários