A primeira metade da época não tem sido fácil para os castores. O FC Paços de Ferreira somou apenas 14 pontos em 15 partidas do campeonato nacional, sendo que apenas na última jornada conseguiram sair da zona de despromoção. Os pacenses bateram em casa o Moreirense FC por 1-0, num jogo em que contaram com alguma felicidade para arrecadar a vitória, mas que premiou a segurança defensiva e a vontade de vencer do clube da Capital do Móvel.

Contudo, ainda há muito trabalho pela frente. A dificuldade e a exigência mantêm-se na próxima jornada, uma vez que vão defrontar nada mais, nada menos, que o clube que está neste momento um lugar abaixo na classificação – e, portanto, na linha de água -, o Portimonense SC.

Os algarvios, apesar da qualidade do plantel, têm feito um campeonato aquém do esperado, com apenas duas vitórias em 15 partidas, contabilizando 13 pontos e um desapontante 17º lugar na liga. Este poderá ser um jogo chave para os castores, que em caso de vitória, têm aqui a possibilidade de cavar um fosso maior para os dois clubes em zona de despromoção e respirar ligeiramente de alívio.

Com quase meia época nas pernas e ainda a participar na Taça de Portugal – terá de vencer a equipa sensação do campeonato, FC Famalicão, se quiser rumar às meias-finais da competição –  era imperativo reforçar o plantel para melhorar a competitividade da equipa.

Stephen Eustáquio foi o primeiro reforço de inverno dos castores
Fonte: FC Paços de Ferreira

A direção do Paços de Ferreira FC percebeu isso mesmo e são já três as entradas no mercado de inverno: Stephen Eustáquio, o médio virtuoso de 23 anos chegou como empréstimo do Cruz Azul, do México, para onde foi depois de ter dado nas vistas ao serviço do GD Chaves; Adriano Castanheira, o extremo que é um jogador que aparece com muita qualidade na zona de finalização, prova disso são os seis golos em 14 jogos na Segunda Liga que conseguiu na primeira metade da época, ao serviço do SC Covilhã; e João Amaral, também ele extremo, que regressa a Portugal depois de época e meia na liga polaca, onde em 2018/2019 chegou aos 10 golos em 30 partidas.

Os castores atacaram bem o mercado de inverno e conseguiram colmatar um dos seus maiores problemas, o ataque (têm o terceiro pior do campeonato), mas talvez seja importante garantir ainda mais um avançado com faro de golo e reforçar a defesa.

Depois de terem ascendido à Primeira Liga pela mão do “rei das subidas” – o técnico Vítor Oliveira -, o Paços de Ferreira FC também estará, neste momento, bem liderado por Pepa, ele próprio um especialista em manutenções, depois de na três épocas anteriores ter conseguido de forma muito eficaz manter o CD Tondela no principal escalão do futebol português e de até ter conquistado a melhor classificação de sempre para os auriverdes.

Creio que estão reunidos todos os ingredientes para uma segunda metade de época feliz para o emblema histórico de Paços de Ferreira, desde que mantenham o foco no objetivo mais próximo que é garantir a permanência na Primeira Liga, tendo sempre em mente os momentos do passado de sucesso do clube e a vontade de voltar a dar alegrias aos adeptos.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

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