Com um futebol vistoso e moderno, semelhante ao que vemos nos dias de hoje, este treinador apresentou sempre equipas ofensivas e com movimentações ofensivas dos seus jogadores, algo que não viria a passar despercebido a Carlos Queirós, após assumir o comando técnico do Real Madrid, escolhendo-o para seu adjunto e fazendo parte da equipa dos galácticos, que, apesar de se encontrar isolada em primeiro lugar, em 2003/04 viria a perder sete dos seus últimos dez jogos, terminando mesmo o campeonato em 4.º lugar. Assim sendo, foi o suficiente para Florentino Pérez despedir a sua equipa técnica. Assim, o treinador de que vos falo hoje tornar-se-ia desempregado.

A boa reputação mantém-se e, no verão seguinte, o Sporting decide contratá-lo. A hegemonia portuguesa pertencia ao Futebol Clube do Porto, aliás, este era o atual campeão português e, mesmo assim, com uma equipa inferior, surpreende na Europa alcançando a final da Taça UEFA, apura-se para a final no Jamor e, juntando a isto, está numa luta até ao final com o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica de Trapattoni, que viria a ser o campeão. Pois, bem, numa semana este Sporting perde tudo, numa situação que se assemelha ao que se viu com Jorge Jesus há três anos atrás. Nesta semana, este treinador passou de bestial a besta; passou de herói a odiado. O futebol era de grande calibre; fica para a história a vitória por 4-1 frente ao Newcastle. A verdade é que este insucesso ficou eternamente marcado na história leonina como uma época negra, mesmo sendo uma das épocas em que o Sporting chegou mais longe em três frentes, em toda a sua história.

Apesar de uma carreira bastante positiva até então, este treinador, cuja identidade muitos já devem ter adivinhado, sofre um duro revés, em que se segue uma época nas Arábias, o Al-Hilal, o Panathinaikos em plena crise desportiva, o Rapid Bucareste (uma aventura que não passou dos quatro meses) e ainda uma uma passagem pela seleção da Arábia Saudita, que apenas conseguiu chegar aos playoff de apuramento para o Mundial’10.

Após seis anos menos bons, dá-se o seu regresso a Portugal, mais precisamente a um Braga que, embora consolidasse cada vez mais o seu estatuto de 4.º grande, fracassava ao nível de títulos, não conseguindo disputar os títulos de igual para igual com os três grandes, algo que viria a mudar em 2012/13 com a conquista da Taça da Liga, vencendo o Benfica e o Porto na meia-final e final respetivamente. Para além disso, conseguiu qualificar-se para a Liga dos Campeões, vencendo a Udinese e terminando no 4.º lugar do campeonato. Apesar de ter feito uma época até certo ponto satisfatória, com um futebol bastante positivo, dada a sua má fama, foi despedido e deixando poucas saudades nos adeptos braguistas, justificadas com a fraca prestação na Fase de Grupos da Liga dos Campeões e pelo facto de ter terminado na 4.ª posição, atrás do Paços de Ferreira de Paulo Fonseca.

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Depois de 11 anos como federado, a tática, a estrutura, e tudo aquilo que envolve o futebol fizeram com que Júnior visse o futebol de uma maneira diferente. Adepto assíduo da Premier League desde os seus seis anos, acredita ainda que a essência do futebol de rua perdurará sempre em detrimento da tática. Considera-se um estudioso do futebol.                                                                                                                                                 O Júnior escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.