Mercado

A nível de movimentações de mercado destacam-se a saída de quatro jogadores: Issam El Adoua, Nildo Petrolina, Michel Douglas e Hamdou Elhouni. Tirando Michel Douglas, pouco utilizado, os restantes três eram bastante utilizados e todos eles com argumentos para marcarem a diferença num jogo. Para substituir El Adoua, chegou Gilson Costa. O médio formado no Sporting CP e no SL Benfica, que a época passada estava no Boavista FC onde jogou pouco (apenas 3 jogos!), de 22 anos, em condições normais, seria um magnífico reforço, mas, na verdade, é uma incógnita, pois esteve sem clube nos primeiros seis meses da época. Caso seja recuperado, fisicamente e mentalmente por Inácio, é um upgrade em relação ao experiente e fiável El Adoua.

Para o ataque, Ricardo Rodrigues foi definitivamente promovido à equipa “A”, ele que já leva dois golos em sete jogos e que foi campeão do Campeonato de Portugal pelo CD Mafra, tal como Luquinhas, brasileiro que passou pelo SL Benfica e brilhou no UD Vilafranquense, que já participou nas últimas duas partidas. Dois talentos com capacidade para ajudar e marcar a diferença. Chegou ainda Erik Nascimento, que jogava no Guarani FC da Série B Brasileira. De apenas 23 anos, será a sua primeira experiência no futebol Europeu, chegando rotulado como um “abre-latas”. Sem medo de assumir, de fácil remate (inclusive assumia grandes penalidades e livres diretos), Erik faz todas as posições no ataque, podendo também jogar nas costas do “9” e, se atingir o nível que exibiu em 2018, é um belíssimo reforço para Augusto Inácio.

Mama Baldé, emprestado pelo Sporting CP, tem sido o melhor jogador do clube nos últimos meses
Fonte: CD Aves

Primeiras notas do CD AVES com Inácio

Com o plantel que tem, inclusive com as promoções de Luquinhas e Rodrigues, mais as chegadas de Gilson e Erik, Inácio tem condições para fazer um bom trabalho e garantir a permanência. Contra o Vitória FC, não mexeu praticamente nada em relação ao último jogo da Liga com Mota, até porque não teve muito tempo com a equipa. Promoveu as entradas de Amilton Silva, porque Elhouni foi transferido, e de Diego Galo, porque Jorge Fellipe estava indisponível, e apostou no habitual 4-3-3. Num jogo muito equilibrado, a felicidade foi Avense.

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A partir do próximo jogo, já se espera ver o cunho de Inácio na equipa. Não tanto em termos de troca nas peças, mas na forma como estas abordam o jogo. Augusto Inácio não vai fugir muito da linha de José Mota, apostando em um modelo com relativa posse (aqui a principal diferença para José Mota), mas a querer sair rápido pela transição, procurando desequilíbrios sobretudo nos corredores (Mama Baldé está um nível acima e continua a ser o “abano de família” do CD Aves).

Não será de esperar grandes alterações no modelo de jogo nesta transição Mota-Inácio, porque ambos têm um estilo algo parecido. No entanto, vamos aguardar para ver se existem abordagens diferentes e arrojadas ao jogo por parte de Augusto Inácio e, sobretudo, que peças vai lançar, especulando-se bastante nas possíveis apostas em Rodrigues e Luquinhas, duas pérolas que ascenderam da Liga Revelação, no processo de adaptação de Erik Nascimento, que era um craque na Série B, e na recuperação como jogador do valor de Gilson Costa.

 

Foto de Capa: CD Aves

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro