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Insulares com uma costela canarinha

Inês Marques Santos · 3 min

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Mais uma época, mais uma aposta forte do CS Marítimo em jogadores brasileiros. O ano passado, cerca de 26,9% dos jogadores do nosso campeonato eram brasileiros. Decerto que o clube da Madeira contribuiu bastante para esta percentagem razoável. Note-se que só no ano passado, por exemplo, o CS Marítimo conseguiu ter o mesmo número de brasileiros e de portugueses a fazer parte integrante do seu plantel.

Esta tendência do clube insular em apostar em jogadores canarinhos já não é novidade nenhuma para ninguém. Há alguns anos que assim o é. A verdade é que, dentro da realidade do CS Marítimo, esta estratégia não tem dado mau resultado. Os números não mentem: nos últimos anos, o CS Marítimo conseguiu sempre colocar-se em posições razoáveis a meio da tabela classificativa.

E agora surge a pergunta: em que medida a aposta em brasileiros terá influência nisto? Pois bem, o avançado brasileiro de 27 anos, Rodrigo Pinho, é elucidativo disso mesmo. Cumpriu mais de dois mil minutos ao serviço do clube e marcou 11 golos nas quatro diferentes competições onde o CS Marítimo esteve inserido a época passada. Foi mesmo ele o protagonista daquele que foi considerado o melhor golo da Primeira Liga 2017/2018. E que golo! Um trabalho fenomenal do avançado, um golo extraordinário e uma autêntica bomba!

Rodrigo Pinho foi protagonista daquele que foi eleito o melhor golo da Primeira Liga 2017/2018
Fonte: CS Marítimo

Mas não foi só este brasileiro que ajudou o CS Marítimo a cumprir a sua tarefa. Lembro-me de nomes de jogadores importantes na equipa insular na época passada como Bebeto e Cléber, irrepreensíveis ao nível da entrega. Dráusio Gil, apesar de ter sido maioritariamente utilizado na primeira parte da temporada, também foi, até certa altura, uma peça importante na defesa do Marítimo. Lembro-me também de Fransérgio, Dyego Sousa e Derley de outros anos. Tudo brasileiros que marcaram a diferença no clube.

Das seis novas caras que até agora o CS Marítimo vai poder contar para esta nova época, três delas são brasileiras. Jogadores como Lucas Áfrico, um central forte no jogo aéreo e conhecido por ser exímio na marcação; Marcão, defesa central, jogador alto e rápido que, desde logo, demonstrou muita vontade e muita raça, típica de qualquer jogador sul-americano. Para além destes, Bruno Ramires, um médio com características muito ofensivas, poderá também marcar a diferença e fazer com que o CS Marítimo continue o bom trabalho que tem desempenhado ao longo das últimas épocas no campeonato português.

Vendo o histórico do clube, percebo a aposta em jogadores brasileiros. São jogadores de coração quente que tendem a dar tudo em campo pelo emblema que representam. A nível técnico e táctico são evoluídos, ainda que maior parte tenha dificuldade em adaptar-se ao futebol europeu. Nesse aspecto, Bruno Ramires leva vantagem. O jogador de 24 anos já teve oportunidade de se adaptar ao campeonato português, uma vez que representou o emblema de Moreira de Cónegos a época passada.

O Marítimo parece estar a reforçar-se bem para entrar a todo o gás nesta que vai ser a temporada 2018/2019. Confesso que estou bastante curiosa em relação a esta equipa que Cláudio Braga está a montar. Resta-nos esperar para ver se, de facto, a aposta em brasileiros continua a dar frutos e se o CS Marítimo vai continuar a ser a boa equipa que nos tem habituado ao longo destes últimos anos.

Foto de Capa: CS Marítimo

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Inês Marques Santos

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