A CRÓNICA: VENCEU O PRAGMATISMO OFENSIVO LEIXONENSE

Voltou-se ao Estádio do Mar para ver o Leixões defrontar o Vilafranquense, num jogo correspondente à 12ª jornada da Segunda Liga. A poucas horas do encontro, a equipa de Matosinhos viu-se desfalcada tanto no banco como na baliza, dado os testes positivos relativos à COVID-19 de Beto e José Mota.
Marcado pela entrada dos jogadores do Leixões em campo a homenagear os profissionais de saúde, utilizando batas brancas, o jogo previa-se equilibrado, dada a necessidade das duas equipas em somar pontos e a recente boa forma da equipa matosinhense.

O Leixões mostrou-se a equipa mais pressionante a nível ofensivo durante os primeiros minutos do encontro, apesar de algumas aparições do Vilafranquense na área adversária. O golo que inaugurou o marcador apareceu ao minuto 30, depois de Avto rasgar completamente a defesa da equipa de Vila Franca, conseguir sair mais forte de um duelo dentro da área e assistir para o golo de Nenê, que só encostou para dentro da baliza de Tiago Martins.
O jogo prosseguiu para intervalo e, na retoma, parece que inverteu. O Vilafranquense pareceu começar a tomar as rédeas atacantes e sendo bastante pressionantes na chegada à área do Leixões, no entanto João Tralhão não pareceu satisfeito.

O jogo começou a complicar para os forasteiros, com a expulsão de André Dias aos 61 minutos. Quatro minutos depois, o Vilafranquense continuou a mostrar o quão inconformado estava com o resultado, através de Varela que rematou até perto do poste direito da baliza de Stefanovic, mas não conseguiu concretizar com sucesso.
O Vilafranquense parecia estar condenado a não vencer. Avto conseguiu ganhar um ressalto de bola “sem querer” no meio-campo, passou a Nenê, a quem bastou assistir para Kiki para que este finalizasse. Aos 73 minutos, o Leixões via-se a vencer por 2-0.

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A equipa visitante não mostrou cabeça fria após as mudanças no marcador, e as decisões tomadas sem pensar acabaram por quebrar o ritmo da equipa à medida que os minutos passavam. Apesar de marcarem mais vezes a sua presença na área adversária, não conseguiam ter a capacidade de decisão necessária para construir um resultado diferente do apresentado.
O jogo terminou mesmo com mais uma vitória do Leixões, por 2-0, sendo esta a terceira vitória consecutiva da equipa.

 

A FIGURA

ℹ️ AVTO É JOGADOR DO LEIXÕES

O Leixões SC – Futebol, SAD chegou a acordo com Avtandil Ebralidze, conhecido no universo…

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Avto – É notória a influência de Avto nas transições ofensivas do Leixões. No encontro frente ao Vilafranquense, foi ele mesmo quem acabou por proporcionar os dois golos que a equipa fez no encontro, já para não falar que toda a construção ofensiva da equipa passa por ele.

 

O FORA DE JOGO

André Dias – O extremo do Vilafranquense apareceu pela negativa no jogo e acabou mesmo por desaparecer, depois de ser expulso por duplo amarelo. Depois de estar a influenciar a construção ofensiva da equipa, André Dias acabou a ser expulso e a causar problemas à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A poucas horas do normal, o Leixões defrontou-se com duas baixas de peso. O técnico José Mota e o guarda-redes Beto testaram positivo à COVID-19 e os planos que a equipa tinha para o jogo viram-se “estragados”. No entanto, o treinador adjunto Paulo Sousa assumiu o comando da equipa (com um anjinho no ombro a dizer-lhe como proceder).
Stefanovic assumiu os postes da baliza do Leixões e a defesa ficou composta por Pedro Pinto e Brendon na zona central e os laterais Tiago André e Edu Machado. O meio-campo voltou a ser assumido por aquele que é dos jogadores mais influentes na construção de jogo ofensivo do Leixões, Nduwarugira, a par de Jefferson Encada e Bruno Monteiro.
Os homens do setor mais avançado foram Avto e Kiki, sempre no apoio a Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (6)
Tiago André (6)
Pedro Pinto (6)
Jefferson Encada (5)
Nenê (7)
Edu Machado (6)
Nduwarugira (6)
Kiki (6)
Avto (7)
Bruno Monteiro (5)
Brendon (6)

SUBS UTILIZADOS

Machado (6)
Lucas Lopes (6)
Rui Pedro (6)
Sapara (-)

ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE

João Tralhão optou por um 4-4-2 bastante tradicional. Com Tiago Martins na baliza e Sparagna com Timbó na zona central da defesa, Marco Grilo e Vítor Bruno foram os laterais escolhidos pelo treinador.
O meio-campo foi ocupado pelo capitão Diogo Izata e Jefferson. Varela e André Dias foram os extremos de serviço no apoio aos avançados André Claro e Kady.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Martins (6)
Sparagna (6)
Diogo Izata (6)
Varela (7)
Jefferson (5)
Marco Grilo (6)
André Claro (5)
Kady (6)
André Dias (4)
Timbó (5)
Vítor Bruno (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo e pergunto-lhe como estão os níveis motivacionais da equipa dada esta reviravolta de resultados.

Paulo Sousa: Queria dedicar esta vitória a José Mota, ao Beto e aos adeptos do Leixões. Não tivemos aquela pressão que costumamos ter, não fomos muito tranquilos com bola e deveríamos ter sido. Vínhamos de duas vitorias que deviam motivar os jogadores. Queríamos uma forma de jogar mais clara, que o jogo tivesse sido mais favorável e que a equipa tivesse uma prestação muito melhor. A confiança devia ser outra.

UD Vilafranquense

BnR: A certa altura no jogo, ouviu-se que o treinador pedia mais agressividade à equipa. Acha que foi mesmo essa falta de agressividade que permitiu a que o Leixões acabasse por triunfar?
João Tralhão: Vimos uma equipa personalizada da nossa parte que teve muitas ocasiões de golo. Vimos um Leixões bem mais passivo, à espera do erro, e desse erro fez dois golos. Obviamente faltou agressividade, mas tivemos de fazer uma gestão. A equipa foi brava e inteligente, mas é melhor não passar muito disto, porque se não vou dizer algo que não quero.

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