A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS DESTROEM ASPIRAÇÕES DO LUSITANO FCV

O SC Beira Mar veio ao Estádio dos Trambelos tentar retomar o caminho das vitórias. Já a equipa da casa estava ainda a tentar alcançar a primeira vitória na série D do Campeonato de Portugal para sair do fundo da tabela.

O Lusitano FCV pareceu querer mandar no jogo, desde o início. No entanto, o adiantamento no terreno dos jogadores da equipa da casa foi bem aproveitado pelos aveirenses para os contra-ataques. O primeiro da partida surgiu precisamente dessa maneira, aos nove minutos,  por Zé Pedro, que recebeu um passe longo da grande área do Beira Mar, e à entrada da área da equipa de casa, à meia volta desferiu um remate à meia volta. Os dois defesas que o acompanharam não lhe conseguiram tirar a bola e o guarda-redes adiantado na área ao tentar agarrar a bola, acabou por deixá-la passar entre as mãos e entrar dentro da baliza.

O Lusitano tentou reagir, mas os buracos na defesa eram muitos. Num livre marcado por Edgar Almeida, o Beira Mar chegaria ao segundo golo, aos 16′. Romário amorteceu com a cabeça para João Nogueira, livre de marcação, rematar para o fundo da baliza.

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O Lusitano continuava a tentar puxar o Beira Mar para trás, mas as oportunidades só viriam perto do fim da primeira parte. Primeiro num cabeceamento de Raphael que pareceu por cima perto da trave da baliza de Gabriel Sousa e depois por Landry que rematou à entrada da área para uma boa defesa do guarda-redes forasteiro. Contudo, o Beira Mar podia ainda ter marcado o 3-0 por Aparício, noutro contra-ataque, perto do final da primeira parte.

Por incrível que pareça foi o Beira Mar que apareceu mais “mandão” no jogo, no início da segunda metade. No entanto, foi o Lusitano que esteve mais perto do golo com Luís Almeida a não chegar a tempo a um cruzamento de Dare, quando ia isolado perto do coração da área.

Os aveirenses mandavam no jogo e chegaram ao 3-0 aos 71′. Aparício, da esquerda assistiu Garruço, que à entrada da área desferiu um remate bem colocado junto ao poste esquerda.

O Lusitano voltou a tentar pegar no jogo, mas a eficácia era nula. Até num lance caricato foi o avançado Luís Almeida a cortar o remate de Dare que se não iria entrar na baliza iria passar perto do poste direito da baliza adversária.

Zé Pedro acabaria bisar e dar o 4-0 aos forasteiros com um remate cruzado do lado direito do ataque, com um belo remate. O Beira Mar esteve mesmo perto do quinto golo, com João Nogueira, à boca da baliza, sem ninguém pela frente, nem o guarda-redes, atirou para fora.

Vitória justa do Beira Mar a regressar aos resultados positivos. Já o Lusitano vai ter de melhorar muito para sair dos lugares de despromoção aos Distritais.

 

A FIGURA

⚽️ 83’ GOLO! Golaço de Zé Pedro!

Lusitano FCV 0 🆚 4 SC Beira-Mar

💛🖤

#paixãoaurinegra #campeonatodeportugal

Publicado por Sport Clube Beira-Mar em Domingo, 20 de dezembro de 2020

 

Zé Pedro – Dois golos na partida na partida é o melhor cartão de visita para um avançado. O jogador aveirense conseguiu fazer uma boa combinação, na frente de ataque, com Aparício, com a defesa do Lusitano a passar muitos calafrios na defesa, em cada transição rápida do Beira Mar.

 

O FORA DE JOGO

CAMPEONATO DE PORTUGAL – ÉPOCA 2020/2021
“Ruca mantém-se fiel à baliza do Lusitano”

O Lusitano Futebol Clube informa…

Publicado por Lusitano Futebol Clube em Quarta-feira, 27 de maio de 2020

 

Ruca – A defesa do Lusitano não esteve nada bem durante todo o jogo. No entanto, o guarda redes foi a melhor imagem ao não deixar passar entre as mãos o remate de Zé Pedro que fez o primeiro golo da partida. Não se entendeu bem com os centrais e pareceu, por vezes, demasiado adiantado no terreno de jogo, como aconteceu no primeiro golo da partida. Um jogo para esquecer.

 

 ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Rogério Sousa apostou no 4-4-2 com Luís Almeida e Dare, na frente, sem uma referência ofensiva, e apostando na rapidez de ambos. Hélder Rodrigues e Landry eram os elementos mais adiantados do meio-campo. Mauro e Adilson eram os elementos do meio campo nas laterais. Os quatro estavam tão próximos, em especial com a equipa no ataque, o que levava a haver muito espaço entre o meio campo e a defesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (4)

Gonçalo Lixa (5)

Leal (5)

Raphael Almeida (5)

Calico (5)

 Adilson (5)

Mauro (5)

Landry (6)

Dare Shokumbi (6)

 Hélder Rodrigues (5)

Luís A. (5)

SUBS UTILIZADOS

Chisom (5)

 Luís Almeida (5)

Rafa Silva (-)

 Sena (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BEIRA MAR

Ricardo Sousa apostou num 4-4-2, com Zé Pedro mais fixo e Pedro Aparício mais móvel, principalmente do lado direito. Romário era o homem mais adiantado do meio campo, que contava ainda com o porte físico de Manuel Garruço, Elsinho e Diego Raposo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gabriel Souza (7)

João Nogueira (6)

Caio Sena (7)

Romário (8)

Edgar Almeida (7)

Elsinho (7)

Ivo Lemos (6)

Diego Raposo (7)

Manel Garruço (7)

Pedro Aparício (8)

Zé Pedro (9)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Tavares (6)

Berna (-)

 Rui Sampaio (-)

Sory (-)

 Leandro Vieira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Beira Mar

O treinador do Beira Mar, Ricardo Sousa, não foi à conferência de imprensa. Em sua substituição, foi o guarda redes titular na partida, Gabriel Souza.

BnR: O segredo da vitória esteve na defesa?

Gabriel Souza: Foi no conjunto. Sabíamos que vínhamos de três derrotas consecutivas, a última das quais foi mais por demérito nosso do que o adversário [1-2 frente ao Lusitânia de Lourosa]. Tivemos mais bola, mais oportunidades, mas falhámos nos pormenores e perdemos o jogo, no final. Sabíamos que tínhamos de sair daqui com os três pontos e, juntos conseguimos esta grande vitória.

BnR: Esta vitória vem voltar a dar confiança à equipa, depois da série negativa de resultados?

Gabriel Souza: Não, confiança sempre tivemos. A gente nunca perdeu confiança, mesmo no dia-a-dia de trabalho, na conversa, na motivação. Tivemos sempre tranquilos porque estávamos bem. Criámos, fizemos golos, mas as coisas não aconteceram. O complicado seria se nós não estivemos apresentado tão bem nos últimos jogos. Tivemos bem, mas falhámos nos pormenores, e sabíamos que hoje não podíamos falhar nos pormenores e fomos felizes. Sempre existiu confiança e não vai mudar nada até ao final do campeonato.

BnR: Principalmente, na primeira parte, o Beira Mar apostou em transições rápidas e em bolas longas da defesa até aos homens mais avançados. Foi algo que vocês treinaram durante a semana, em específico para este jogo?

Gabriel Souza: Não, nós não temos na frente jogadores com grande estatura. Sabíamos que bolas muito esticadas não nos iriam criar grande vantagem. O nosso intuito foi sempre sair a jogar, foi sempre criar, chegar na frente com qualidade, com a bola no pé. Essa é a identidade do Beira Mar.

Lusitano FCV

BnR: Era intenção do Lusitano mandar no jogo logo de início, antes dos golos do Beira Mar?

Rogério Sousa: A ideia era sermos pressionantes porque o Beira Mar gosta de ter bola, de sair a jogar desde trás. Conseguirmos pressionar forte, tínhamos de contrariar essa posse de bola. Quando as coisas estão mais ou menos bem, mas depois comete-se um erro daqueles e sofremos golo de uma equipa já por si muito confiante, fruto da posição que ocupa, torna-se difícil. Os jogadores tentaram, lutaram, mas depois é mais com o coração do que com a cabeça e pede-se uma coisa, mas eles já não conseguem fazer, porque a vontade de contrariar é tanta que já não é com a cabeça. Ao Beira Mar, as coisas correram todas bem. Finalizaram muitas vezes e bem e nós finalizámos algumas vezes e mal. O resultado espelha isso. O Beira Mar com mais posse, nós a tentarmos sair, eles fizeram o golo e não conseguimos fazer para sequer entrar no jogo. Se nós tivéssemos feito golo na primeira parte, acho que conseguíamos entrar no jogo. Não fizemos e depois não conseguimos dar a volta.

BnR: Atendendo aos maus resultados, a ideia do jogo vai-se alterar?

Rogério Sousa: Temos de pensar jogo a jogo. Nós planeámos o Beira Mar e depois vamos planear o próximo. Não vale a pena projetar o futuro.

BnR: Faltam apenas 12 dias para reabrir o mercado de transferências. O mês de janeiro vai ser aproveitado para restruturar o plantel para salvar esta época? Qual é aquela que considera ser a maior lacuna da equipa?

Rogério Sousa: Esse é um assunto que está a ser analisado e tratado com a direção. Sabemos desde o início que o plantel tem algumas lacunas que tentámos colmatar. Sabemos que este é um ano atípico que não é fácil para as direções conseguirem reunir condições para irem buscar dinheiro e fazer uma equipa forte. As equipas têm muitas limitações financeiras como é o nosso caso. A equipa precisa de competitividade e precisa de várias coisas que estão detetadas desde o início e que não vale a pena especificar. Não é uma, nem duas, mas é um assunto a resolver com a direção.

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