Na temporada 15/16, o GD chaves conseguiu a subida de divisão. Sob o comando técnico de Vítor Oliveira, a equipa flaviense quebrou um jejum de 17 anos sem marcar presença no escalão máximo do futebol português.

Regressado então ao convívio entre os grandes, o clube transmontano investiu forte para nova temporada, realizando um início de época surpreendente sob o comando técnico de Jorge Simão, que valeu a sua transferência para o SC Braga após o Natal. Ricardo Soares seria o escolhido para o suceder no comando técnico dos flavienses, e a equipa manteve-se fiel à sua identidade, praticando um futebol positivo e estando à beira de se qualificar para a final da Taça de Portugal.

Na época seguinte, Luís Castro seria o escolhido para dar continuidade ao projecto encabeçado pelo clube, realizando-se assim o desejo do presidente flaviense ao de contratar um treinador transmontano. Em 17/18, a equipa realizou uma época ainda mais positiva, praticando um futebol de grande qualidade.

Perante a saída de Luís Castro para o Vitória SC, o clube flaviense viu-se obrigado a contratar outro treinador e aqui é que o paradigma começou a mudar com a aposta em Daniel Ramos. Apesar deste ter realizado um bom trabalho no CS Marítimo, o seu modelo de jogo não tinha nada a ver com o dos seus antecessores, que é um modelo que, ofensivamente, vive muito do contra-ataque e dos lances de bola parada.

José Mota não conseguiu salvar o clube flaviense da despromoção
Fonte: CD Chaves
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E a verdade é que com a chegada do actual treinador do Boavista FC, os resultados e o desempenho exibicional da equipa flaviense caíram significativamente, e Daniel Ramos não chegou até ao Natal no comando técnico da equipa, sendo substituído por Tiago Fernandes. Na sua primeira experiência enquanto treinador principal efectivo numa equipa sénior, o técnico também não conseguiu melhorar os resultados da equipa, sendo vítima de uma nova chicotada psicológica.

Chegado José Mota ao conjunto flaviense, os resultados melhoraram ligeiramente, mas ainda assim, foi insuficiente para assegurar a manutenção na Primeira Liga. Apesar da despromoção, a direcção manteve a confiança em José Mota para atacar o regresso ao convívio entre grandes. Porém, o experiente treinador acabaria por ser despedido na última jornada da Segunda Liga antes do Natal.

O sucessor escolhido seria César Peixoto, que passaria assim pelo seu terceiro clube no primeiro ano da sua carreira enquanto treinador. Apesar do antigo jogador já ter mostrado sinais de querer praticar um futebol positivo, este ainda não deu provas de que pode ser realmente o homem certo para colocar o GD Chaves onde se pretende.

O caso do Grupo Desportivo de Chaves é um exemplo de um clube cujo projecto se desmoronou completamente quando se deu uma mudança de paradigma na aposta dos treinadores. Mudança essa que custou a cimentação do clube flaviense na Primeira Liga, que se vê agora a correr atrás do prejuízo, na luta pelo regresso à Primeira Liga.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por Joana Mendes

 

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