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Vitória justa mas exagerada do Moreirense FC, que soube explorar as deficiências gilistas no momento defensivo. Depois da vitória frente ao FC Porto, os galos não foram capazes de dar sequência às duas vitórias consecutivas neste regresso à competição profissional. Luther Singh fechou a goleada com um grande golo. Equipas seguem empatadas na classificação com três pontos.

Determinado a colocar um ponto final no ciclo de duas derrotas consecutivas (Vitória FC para a Taça da Liga e SC Braga para o campeonato), o Moreirense FC desde cedo soube ser inteligente e eficaz quanto baste para começar a fazer danos no setor mais recuado dos gilistas que, ao contrário do que fizera contra o FC Porto, apareceu em Moreira de Cónegos desconcentrado, desalinhado e sem a organização que evidenciara há uma semana.

O lado esquerdo dos galos, sempre mal preenchido. no momento defensivo. por Arthur, oferecia muitos espaços que Bilel e João Aurélio foram explorando, acabando por causar inúmeros calafrios a um desamparado Denis, que via também os seus centrais a falhar muitas vezes na leitura dos lances, permitindo que os passes a rasgar dos médios interiores cónegos deixassem os avançados cara a cara com o guardião gilista. Foi num desses momentos, aliás, que o Moreirense conseguiu chegar a uma vantagem de dois golos logo aos 20 minutos.

Ainda assim, a história do resultado começa a ser contada ao sétimo minuto, após um livre da direita batido de forma larga por Pedro Nuno e que encontrou correspondência ao segundo poste, onde Fábio Abreu se libertou da frágil marcação de Arthur Henrique para abrir o marcador. A desorientação era tal que as coisas não funcionavam e as constantes perdas de bola por parte de João Afonso e Soares, bem como o apagão de Kraev – o maestro gilista -, propiciavam a que os lances de perigo dos da casa se fossem acumulando, até que num dos muitos momentos em que o passe surgiu a explorar o muito espaço concedido entre o lateral esquerdo e o central do mesmo lado, deixou Bilel na cara de Denis com toda a facilidade para fazer o 2-0.

Vítor Oliveira, incrédulo com as facilidades concedidas, só conseguia abanar a cabeça e esperar que um lance fortuito pudesse oferecer um golo á equipa antes do intervalo, por forma a elevar os níveis anímicos e minimizar o desastre em que se tornou a primeira meia hora gilista. De facto, só nos últimos instantes Pasinato acabou por ser posto à prova, sempre com a qualidade de Lourency a vir ao de cima e a colocar em sentido as aventuras de João Aurélio pelo corredor direito.

No segundo tempo, as coisas não se alteraram significativamente, pelo menos no que à toada do jogo diz respeito, porque em relação à disposição das peças em campo, sobretudo do lado do Gil Vicente FC, houve bastantes diferenças. Vítor Oliveira optou por deixar no balneário os dois laterais que tão mal haviam estado e lançou um outro (Edwin), bem como mais um avançado (Naidji), para fazer parelha na frente com Sandro Lima. O 4-3-3 inicial dava lugar a um 3-4-3 (muitas vezes alternado com um 3-5-2), mas nem por isso se viram melhorias por parte do Gil Vicente FC, sempre muito incompetente na arte de dar o melhor seguimento às aproximações da área cónega.

Com um futebol mais expectante e à procura do momento exato para aplicar a machadada final, o Moreirense FC acabou por conseguir os seus intentos, já à entrada para o último quarto de hora, fruto de uma obra de arte do recém entrado Luther Singh. Um valente pontapé em zona frontal, a uns bons 25 metros da baliza, com a bola a embater na trave e a parar apenas no fundo da baliza de Denis. A diferença entre as duas equipas não fica espelhada no desnível do resultado, mas castiga sobremaneira a desorganização gilista na primeira parte e o acerto cónego no mesmo período. Lourency, a melhor unidade gilista, merecia ser feliz quando viu a bola esbarrar na trave, depois de um livre cobrado de forma exímia.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Moreirense FC – Pasinato, João Aurélio, Iago, Steven Vitória, Djavan, Fábio Pacheco, Filipe Soares (Luther Singh, 67’), Alex Soares, Bilel, Pedro Nuno (Luiz Henrique, 83’) e Fábio Abreu (Nené, 85’).

Gil Vicente FC – Denis, Kellyton (Naidji, 46’), Rodrigo, Rúben Fernandes, Rodrigo, Arthur (Edwin, 46’), Soares, João Afonso, Kraev (Samuel Lino, 76’), Erick, Lourency e Sandro Lima.

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