Eis a lista, em verso, dos últimos goleadores em Portugal:

Primeiro foi Jardel.

Depois foi Pena.

Voltou Jardel com um magnífico recorde de golos.

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Seguiu-se o aurinegro e carismático Fary.

O sul africano McCarthy também entrou na lista.

E o levezinho Liedson apareceu pela primeira vez.

O camaronês Meyong seguiu as pisadas dos colegas africanos.

O levezinho decidiu aparecer outra vez.

Da Argentina, Lisandro foi o primeiro e único do século.

O nacionalista Nené também figura na lista.

Tacuara Cardozo, quem mais?

O monstro Hulk mostrou a sua bravura.

Houve Cardozo de novo.

Da Colômbia surgiu um perfume raro que fez um triplete inédito: de seu nome Jackson.

É tempo da elegância e eficácia de Jonas.

Do alto dos Países Baixos apareceu Bas Dost.

Jonas quis repetir a proeza.

A Europa também tem direito, Seferovic.

Por fim, Carlos Vinícius.

 

Portugueses nem vê-los. É isso que se pode depreender rapidamente ao observar a lista de goleadores nacionais deste século. O primeiro nome desta história com 20 anos é o incontornável Mário Jardel que estabeleceu o recorde de golos neste período, ao marcar por 42 vezes na longínqua época de 2001-2002. Dois anos antes marcou por 38 vezes e para vermos números próximos a este temos de recorrer aos ‘recentes’ Bas Dost e Jonas, que marcaram ambos 34 golos – o primeiro em 2016-2017 e o segundo em 2017-2018.

Muitos golos se marcaram, mas apenas em cinco ocasiões se ultrapassou a barreira dos 30 golos e apenas em três ocasiões os máximos goleadores não pertenceram a nenhum dos três grandes. São eles Fary, Meyong e Nené que ousaram intrometer-se nesta luta quase exclusivamente dedicada aos principais emblemas. Outro dado a reter é o facto de na temporada passada ter surgido o segundo jogador europeu a figurar nesta galeria, composta maioritariamente por sul americanos.

A verdade é que é preciso recuar a 1995-1996 para encontrar o último jogador português a vencer este prestigiado galardão, altura em que Domingos obteve 25 tentos. Daí para cá a história não tem encontrado qualquer lusitano pelo caminho, o que não deixa de ser curioso e ao mesmo tempo preocupante. Têm faltado referências ofensivas ao nosso país, uma posição que tem estado incompleta na própria Seleção e, assim, as apostas dos principais clubes têm ido para os jogadores estrangeiros.

Mesmo no pódio a presença de portugueses tem sido escassa, com o terceiro posto a ser mais vezes ocupado. O ano passado, Rafa e Bruno Fernandes terminaram no pódio e nesta época que findou esteve perto de acontecer algo inédito desde os últimos 25 anos, com Pizzi a ficar muito próximo de ser considerado o máximo goleador. Houve empate a três, com Taremi também a voar alto, mas foi Carlos Vinícius quem acabou por vencer esta corrida de goleadores.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

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