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O novo xadrez de Miguel Leal

Vasco Moreira · 2 min

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Cabeçalho Futebol NacionalPassaram já três anos desde o regresso do Boavista ao escalão máximo do futebol nacional. Petit e Sánchez, dois homens da casa, conseguiram alcançar a desejada manutenção e realizar duas temporadas tranquilas, mas foi na terceira que tudo mudou. Chegou Miguel Leal e o Boavista alcançou a melhor classificação das últimas épocas com um excelente 9º lugar, que deixou qualquer adepto axadrezado confiante que o regresso do “Boavistão” pode estar cada vez mais próximo.

Começou então a nova temporada, com expectativas elevadas, só que não podia ter começado pior: três derrotas em três jogos. No quarto, depois de várias alterações surgiu finalmente a primeira vitória que, segundo o Miguel Leal, era decisiva e com ela mais virão. Vamos então perceber as diferenças em relação à época transata, o que mudou neste jogo e que tipo de época pode esperar Manuel do Laço.

O internacional cabo-verdiano é uma das caras novas Fonte: Boavista FC
O internacional cabo-verdiano é uma das caras novas
Fonte: Boavista FC

A maior diferença em relação à última época é Iuri Medeiros. O extremo é um desequilibrador de excelência e fazia toda a diferença, tendo resolvido inúmeras partidas através da sua técnica ou qualidade nas bolas paradas e com a sua saída foi-se grande parte da criatividade ofensiva dos axadrezados. Nesta última partida, o timoneiro do Boavista tentou e conseguiu suprir este problema juntando Rochinha a Fábio Espinho e Idris no miolo, o que retira combatividade e agressividade, mas dá outras soluções ao nível da criação. Outra mudança positiva foi a titularidade de Mateus e a estreia de Kuca, sendo que este último pode mesmo ajudar a fazer esquecer Iuri, se conseguir apresentar-se ao seu melhor nível. Nota para a chegada de David Simão que pode ajudar a solucionar este problema e dar mais opções no meio-campo.

Na defesa, Vítor Bruno até é uma evolução em relação a Talocha, mas a saída da dupla Lucas – Philipe Sampaio a juntar às debilidades físicas de Henrique fizeram-se sentir neste início. Na partida frente ao Aves, estreou-se finalmente Stéphane Sparagna, o central francês, que esteve presente no Torneio de Toulon em 2005, formou uma dupla interessante com Raphael Rossi – outra cara nova e autor do golo frente ao Desp. Aves – e pode ser um reforço muito importante.

A última diferença entre os primeiros três jogos e este último, foi a titularidade de Iván Bulos no lugar de Leonardo Ruiz, ainda assim, continua a faltar uma referência ofensiva que garanta 10/15 golos por temporada. É nesse sentido que chega Rui Pedro, por empréstimo do FC Porto, o jovem avançado tem características muito interessantes e um potencial incrível que vai tentar comprovar no Bessa.

Fonte: Livraria Lello
Fonte: Livraria Lello

Apesar do péssimo arranque, Miguel Leal é um treinador de enorme qualidade, já com provas dadas e depois desta primeira vitória, certamente que tudo será mais fácil. Não me parece que esteja para já o regresso do Boavistão, ainda assim Manuel do Laço e companhia devem contar com mais uma boa campanha e estar descansados porque estão no caminho certo.

Foto de Capa:  Boavista FC

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Vasco Moreira

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