Cabeçalho Futebol NacionalNa semana passada o futebol português foi abalado por mais um caso de salários em atraso, desta vez o Sport Clube Freamunde. Os jogadores deste clube nortenho apenas receberam três de onze meses deste ano (!), o que já levou em alguns casos que jogadores tenham ordens de despejo por parte dos senhorios por muitos meses sem pagamento de renda. Esta é uma triste face do nosso futebol, uma face que nos últimos anos têm acompanhado e muito o futebol português, os jogadores, felizmente, por intervenção do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que celebra cinco anos desde a sua criação este ano, têm tido cada vez mais uma voz ativa e têm sido cada vez mais protegidos e ajudados nas situações mais urgentes.

Já se perdeu a conta de vezes que nós últimos anos temos tomado conta de problemas em clubes, desde jogadores que vêm com promessas e sonhos, acabando a viver na rua, até a situações como esta no Freamunde, em que devido aos problemas financeiros dos clubes, o plantel acaba por não receber os seus salários. Estes problemas têm sido cada vez mais recorrentes nas equipas do Campeonato Nacional de Seniores, muito por culpa do mau planeamento de época que estas equipas fazem, acho que estará na altura da Federação pensar em organizar formações para os dirigentes desportivos dos clubes mais pequenos do nosso futebol.

José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso   Fonte: DailyStar
José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso
Fonte: DailyStar

Os clubes mais profissionais do nosso futebol, na Primeira e Segunda Liga, não tem sido “órfãos” deste tipo de problemas. Recuando na nossa memoria facilmente recordamos o caso do Vitória de Setúbal, que desde há alguns anos tem sido constantemente ligado a casos de salários em atraso e de épocas muito turbulentas, José Fonte assina pelo Benfica em 2005/2006 depois de rescindir com justa causa, por salários em atraso, o seu contrato com a equipa de Setúbal, em 2009 o plantel sadino recusou-se mesmo a treinar perante os salários em atraso.