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Ola John, agora com 26 anos, foi uma das maiores promessas do futebol holandês, que nunca atingiu o nível que se esperava dele. Atualmente no Vitória SC, procura voltar a ser feliz e, acima de tudo, voltar a ser importante e decisivo.

Puxando a fita um pouco atrás, o extremo holandês, natural de Zwedru, capital da Libéria, foi formado e lançado pelo FC Twente. No seu último ano de juniores, foi totalmente integrado na equipa principal por Michel Preud`homme, tendo participado em 19 jogos e marcado um golo. Quase exclusivamente a sair do banco, Ola John era utlizado pelo treinador belga em situações de aflição, quando a equipa necessitava de um safanão no jogo. Essas primeiras amostras do extremo holandês fizeram crescer água na boca aos adeptos do FC Twente.

Na época seguinte (11/12), com Steve McClaren e Co Adriaanse, Ola John tornou-se um elemento fundamental da equipa, tendo realizado 50 partidas e apontado nove golos. Nesta época, Ola John enfrentou o SL Benfica no playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, e, apesar de nas duas mãos não ter sido titular (jogou 32 minutos em casa e 30 na Luz), o avançado holandês deslumbrou, tanto que fez com que Jorge Jesus e os responsáveis do SL Benfica o sinalizassem para a época seguinte.

No verão de 2012, Ola John era anunciado como reforço do SL Benfica por 12 milhões de euros. Uma verba avultada (na realidade do futebol português), mas ajustada ao talento e idade deste bombástico prodígio holandês, que tinha encantado na época anterior com 19 anos. Na primeira época na Luz, participou em 42 jogos e marcou 4 golos. Titular em quase 30 jogos, o holandês não correspondeu totalmente às expetativas, mas foi importante ao desbloquear vários jogos e antevia-se que a época seguinte fosse ainda melhor.

No entanto, foi a partir de 2013 que a carreira do avançado começou a cair. Nos primeiros 6 meses da época 13/14, só participou em nove jogos e marcou um golo pelos encarnados. Em janeiro, tal era a cotação do jogador no mercado, vários clubes usaram essa escassa utilização para ‘atacar’ o extremo no mercado de inverno. Ganhou o concurso o histórico clube alemão Hamburger SV. Também na Alemanha, não foi muito feliz. Fez apenas nove jogos (cinco a titular) e não convenceu de todo os adeptos e responsáveis do gigante alemão.

A época 14/15 significou nova oportunidade. Ola John voltava à Luz e Jorge Jesus voltou a apostar nele. Participou em 36 jogos (21 a titular), tendo faturado por quatro ocasiões. A ideia que sempre deu foi que entrava melhor nos jogos vindo do banco do que quando era titular.

Nas duas temporadas seguintes, o avançado foi sempre dispensado. Primeiro emprestado a clubes da Championship, onde jogou no Reading FC e no Wolverhampton WFC (neste clube foi um total desastre, tendo feito apenas três jogos) e depois no místico RC Deportivo la Coruña. Se no Reading FC ainda conseguiu ser importante e jogar com regularidade, nos outros dois clubes nem se deu por ele.

Ola John nunca conseguiu vingar no SL Benfica
Fonte: SL Benfica

A época passada foi a pior da carreira. Foi dispensado, não jogava na equipa principal, nem na ‘B’, mas também não saiu por empréstimo. Acabou por fazer um jogo, marcando logo um golo pela equipa ‘B’, já perto do final da temporada.

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